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terça-feira, 9 de maio de 2006

Um País tão pequeno...

... com discussões tão miseráveis!
Afinal, há ou não maternidades a mais?
Afinal, há ou não médicos a menos?
Afinal, há ou não redução da natalidade?
E afinal o problema é as crianças de Elvas nascerem em Espanha?
Eu ainda pensava que cabia às mães a escolha do local onde querem ter os filhos, mas pelos vistos há por aí uma oposição que já decidiu que eles vão nascer em Badajoz.
Também pensava que cabia a cada um de nós decidir se queremos ou não ser portugueses.
Eu nasci a muitos milhares de quilómetros deste País e sou português!
O PS está a fazer aquilo que o Governo de Durão Barroso quis fazer e que o aparelho do PSD conseguiu impedir!
Sejamos claros: é essencial encerrar maternidades!
Este país não suporta por mais tempo o desvario de uns quantos Presidentes de Câmara Municipal que acham que as suas terras devem ter tudo, mesmo tudo. Até Univesidades!
Este país não pode continuar a pagar a factura da irresponsabilidade política de uns quantos senhores que se apoderaram dos aparelhos partidários e tudo condicionam.
A esses senhores nunca ouvimos falar em reduzir os impostos que pagamos...

6 comentários:

Tonibler disse...

Caro Vitor Reis,

Se o serviço nacional de saúde não serve para ter as maternidades nas zonas mais afastadas, serve exactamente para quê?

Esse raciocínio está completamente errado! A despesa que não devíamos ter é a de financiar maternidades para quem já as tem. Não é a de financiar as maternidades onde não exitem.

JardimdasMargaridas disse...

Muito bem visto!
Então o serviço nacional de saúde não é para prestar serviços de saúde a quem deles precisa? E é nacional, vai de norte a sul, ou de sul a norte, conforme preferirem.
Ou será que as maternidades não estão abrangidas?

Nuno Nasoni disse...

Inteiramente de acordo com o post. Aliás, esta discussão leva mais longe. Porque carga de água cada concelho há-de ter o seu tribunal ou hospital (este, também, muitas vezes sem condições mínimas). Em zonas densas, como são as áreas metropolitanas, chega-se ao rídiculo de se ter mini-hospitais ou mini-tribunais, quase sem utentes, a meia dúzia de quilómetros de hospitais e tribunais bem equipados e funcionais. Mais, consegue-se ter três ou quatro destes equipamentos num raio de 10 kms! Depois não admira que tenhamos um mau serviço de saúde e uma justiça lenta apesar do elevado número de funcionários de cada uma das instituições (médicos e juízes) e do elevado custo dos serviços prestados.

mafr disse...

Seguindo o raciocínio dos posts anteriores venho, formal e expressamete declarar, que exijo do Serviço Nacional de Saúde, ou a quem o dirige, uma maternidade na minha aldeia! E já agora aproveito para dizer que tenho um primos, na minha aldeia, que vivem mais lá para baixo, no lugar de Azenha de Cima, que também querem uma lá! Para poupar vão duas em um! Já agora se fosse possível também gostavamos de ter um serviço permanente de cuidados intensivos, com especialidades de Cardiologia, Derrames cerebrais, AVCs, crises intestinais, apendicites agudas, traumatismos cranianos e outros afins, por exemplo, nos tornozelos, no nosso Centro de Saúde, que é aqui a 50 metros de minha casa. Assim dormirei mais descansado.
Ouvi aí alguem dizer: "E os outros?" Quais outros?

Antonio Almeida Felizes disse...

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Este episódio das maternidades é mais um exemplo da evidente lacuna que é a falta de um poder intermedio (regional) que soubesse dar coerência às decisões a tomar, assumindo a respectiva responsabilidade política.

AF - Regionalização
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CCz disse...

Houve um tempo em que os partidos políticos tinham um programa e apresentavam-no aos eleitores.

Hoje, os partidos políticos não têm eleitores, têm consumidores. E os dirigentes políticos, comportam-se como gestores de marketing. Escutam os consumidores e apresentam programas, produtos, para cativar esses consumidores. Assim, os partidos deixam de propor a mudança, são antes os seguidores da opinião publicada ou pública, como é possível isto "PSD acusa Governo de recorrer a "critérios economicistas" para fechar maternidades ".