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segunda-feira, 4 de março de 2013

Estranhas empresas estas!...

Estranhas empresas são a TAP, a CP, o Metro. Denominando-se empresas públicas, são empresas privadas, apropriadas pelos seus trabalhadores, que se tornaram os verdadeiros donos. Um patronato com regalias especiais, que diariamente decreta lock- out de aviões e carruagens, mascarando-o de greve de trabalhadores. Uma regalia especial que só esse patronato possui.
Estranhas empresas são a TAP, a CP, o Metro. Não pertencem ao Estado, que nelas não mete nem prego nem estopa, mas diariamente as sustenta com indemnizações e subsídios. Não pertencem aos cidadãos, que todos os dias vêem o transporte negado, depois de o terem previamente pago. Não pertencem aos contribuintes, que lhes pagam o investimento e o ordenado dos funcionários.
Estranhas empresas são a TAP, a CP, o Metro. Que não querem ser privatizadas, pois já são propriedade privada. Dos seus Sindicatos e Comissões de Trabalhadores.
Estranho e tresloucado país este, em que os transportes públicos são propriedade privada e feudo de quem neles trabalha. Feudo exclusivo. Tão exclusivo que se nega a transportar quem lhes paga o ordenado. Ou os transporta quando, por vezes, lhes dá na gana.
Entretanto, o Governo diz que vai reestruturando, reestruturando…
Estranhas empresas estas. Estranho Governo este!...

6 comentários:

Floribundus disse...

um conhecido que andavam com 'meninas'
dizia que. depois dos 40 pagava e era 'mal servido'.

neste rectângulo sucede o mesmo com os contribuintes no sector dos transportes
por causa duns 'eunucos' eleitos para cargos superiores às suas forças.

em face disso a comunistagem abusa

António Barreto disse...

Uma vergonha profundamente indignante; os alegados explorados de outrora são agora os prepotentes exploradores do Povo.

Urge alterar a lei da greve. O País, os Portugueses, não podem continuar reféns desta gente. Haja coragem!

Rui Fonseca disse...

Caro António,

Subscrevo.

Várias vezes já, anotei no meu bloco de notas que há um desequilíbrio flagrante entre o poder negocial das partes pela força desmesurada de uma delas.

Para aqueles que prestam serviços públicos ou em empresas de serviços colectivos públicos deveria haver um limite às suas reivindicações, legalmente consagrado: em caso algum poderiam ver, em média, as suas remunerações totais crescer acima do crescimento do rendimento nacional.

E se o rendimento nacional decresce, deveria haver ajustamento em consonância com esse decréscimo.

Se não, estamos sempre, os contribuintes, sujeitos ao sequestro da força do lock out travestido de greve.

Há dias, Rui Rio defendeu que as pensões deveriam estar indexadas ao crescimento da economia. Porquê só as pensões?

Luis Moreira disse...

Dizem que são trabalhadores a lutar pelo direito de terem tudo e mais alguma coisa.É preciso privatizar estas empresas

Tonibler disse...

Caros,

quem é que paga o passivo destas porcarias? A verdade é que a TAP ninguém a queria, nem dada. E era a TAP, imaginem agora a CP...

Paulo Pereira disse...

Caros,

O maior problema das empresas de transportes detidas pelo estado são a incompetência das suas administrações, que normalmente pouca experiência e provas dadas têm do sector.

Por outro lado é normal que essas empresas dêm prejuizo financeiro, pois prestam um serviço público que tem um valor economico e social.

Enquanto o processo de nomeação das administrações continuar a ser a balda que é, os trabalhadores têm um ascendente para exigências eventualmente despropositadas.

O exemplo tem de vir de cima !