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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Descrença...

Eu sei que esta época convida à paz e à alegria. Eu sei que esta época é tempo de festas e da família. Eu sei isso como qualquer um, mas também sei quanta tristeza e descrença vai por aí. Sei!
Acabei de ler este pequeno apontamento. Não quis reagir, mas senti um estranho impulso. Decidi escrevinhar e partilhar a minha reação.
É descrença Emídio Guerreiro, é mesmo descrença, até eu sinto essa descrença, e já não sou novo, uma descrença que aumenta de dia para dia. O melhor é não tentar dar justificações, o melhor é mesmo não falar, o melhor é sair e não voltar. É o melhor.

8 comentários:

Bartolomeu disse...

Li hoje uma frase engraçada do humorista brasileiro Jô Soares.
Contava ele que estando dentro de um táxi, no meio de um trânsito compacto e parado, espirrou. Imediatamente, o motorista disse: saúde! O motorista do carro do lado: educação! E no espaço de um momento, já todos cantavam o hino nacional...
Se calhar, nós os portugueses, motoristas, humoristas, políticos, médicos e professores, população em geral, deveríamos começar por cantar o Hino Nacional, como se de uma oração se tratasse...

Salvador Massano Cardoso disse...

Pois! Essa oração está praticamente reduzida aos estádios de futebol, onde os "crentes" rezam o hino nacional...
A vida não é um jogo, é muito mais do que isso. Não se esqueça de que muitos políticos não são diferentes dos dirigentes de clubes de futebol...

Zuricher disse...

Que artigo curioso nos traz, Professor. Muito curioso. É que se há coisa que estou a ver nestes dias que venho passando em Lisboa e falando com várias pessoas, novos e velhos, é precisamente isso; descrença, desesperança quanto ao futuro em Portugal. E vejo-o em novos e velhos. É pena...

Bartolomeu disse...

"Isto" ainda vai dar uma grande volta, caro Zuricher. Há-de ver: no Natal de 2014, quando o Amigo cá voltar, irá encontrar toda a gente alegre e sorridente. Em Dezembro de 2014, não encontrará conflitos políticos nem desempregados, vai saber que todos aqueles que praticaram desfalques, burlas, negócios lesivos para o Estado, já foram julgados e devolveram a massa toda, os governantes, administradores e outros altos funcionários do Estado, passaram a deslocar-se em transportes públicos, o ministro da educação encontrou uma solução equilibrada, assim como a ministra das finanças, o ministro da economia, etc. todos a trabalhar em prol do país e da sociedade, em perfeita harmonia com os sindicatos, as comissões e as delegações e outras entidades acabadas em "ões". Prepare-se caro Zuricher, no Natal de 2014, quando chegar à sala de desembarque do aeroporto, vai ter de perguntar a alguém se está verdadeiramente em Portugal.

Diogo disse...

«Emídio Guerreiro: "Eu não vejo isto como uma questão de descrença no país, acho que é uma resposta às dificuldades que o país passou, com o acumular de muitos anos com um modelo económico que, mais tarde ou mais cedo, tinha de devolver a fatura"»


A «crise financeira» atingiu quase toda a Europa, assim como os Estados Unidos e muitos outros países em redor do mundo.

Diz ele que é «o acumular de muitos anos com um modelo económico que, mais tarde ou mais cedo, tinha de devolver a fatura»?

Mas este modelo é o modelo que ele defende. É o modelo americano. É o modelo que aposta tudo nos privados em detrimento do público. Ele está a falar de quê afinal?


De facto, ele não está a explicar nada. Está apenas a papaguear a propaganda que lhe pagam para irradiar.

Zuricher disse...

Caro Bartolomeu, olhe que não é o Pai Natal que põe os presentes no sapatinho!!!

Bartolomeu disse...

Ah não??? Talvez não seja, no presente, mas olhe que já foi, no passado.
:) :) :)
Vai ver, vai ver que "isto" vai acabar por dar uma reviravolta, como ninguém consegue prever.

MM disse...

Adorava que esta ironia, um dia, viesse a ser realidade. Mas a descrenca acentua-se e acho que ja nada verei, salvo a "fuga" dos jovens na esperanca de conseguirem la fora o que o pais lhes nega...