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domingo, 29 de julho de 2007

Antes...e agora!...

Marcelo Rebelo de Sousa, na sua página de ontem de o SOL, em comentário um tudo nada auto elogioso, o que nem faz mal, referindo-se ao PSD dos primórdios: “Era outro tempo, era outro partido…”. De facto era.
Ao correr da pena, aqui vão alguns nomes que fizeram parte da primeira leva de deputados.
Professores Universitários: Mota Pinto, Alfredo de Sousa
Jovens assistentes universitários, agora catedráticos: Jorge Miranda, Costa Andrade, Marcelo Rebelo de Sousa
Juristas insignes: Barbosa de Melo
Advogados ilustres: Nuno Rodrigues dos Santos, Cunha Leal, Olívio França, Montalvão Machado, Miguel Veiga, Artur Santos Silva (pai)
Iintelectuais, escritores e jornalistas: Vasco da Graça Moura, José Augusto Seabra, Norberto Lopes)
Isto para não falar de Sá Carneiro ou Balsemão e não indicar muitos outros jovens ou menos jovens talentos como Joaquim Lourenço, Furtado Fernandes, Carlos Macedo, Sá Borges e tantos outros.
Nenhum deles viveu da política, nenhum deles precisou da política para se catapultar profissionalmente e todos deram, alguns continuam a dar, muito de si em prol da política e do bem comum. Na altura, em tempos difíceis.
E agora?

4 comentários:

Salvador Massano Cardoso disse...

Agora? "Bate-chapas e tinta Robbialac"...

Arnaldo Madureira disse...

E de que qualidade são os políticos das melhores democracias?

Bartolomeu disse...

Caro Dr. Pinho Cardão
Começo por lhe endereçar os meus parabens pelos 3-0 que o seu Fê.Qê.Pê, ontem rematou à balisa dos Boa Visteiros.
E agora???
Agora... ha que esperar para já pelo resultado das eleições para presidente do PSD, depois, ha que esperar que o presidente eleito não tenha como única finalidade as eleições legislativas e perceba que para além da candidatura aos cargos de maior relevo na vida política do país, ou até, em minha opinião, tão importante quanto isso, é a afirmação da ideologia do partido, demonstrado ao cidadão eleitor que o partido tem um rumo e que esse rumo é no sentido do progresso, da retoma da economia e no concerto deste pais. Em minha opinião, ainda, essa demonstração faz-se, garantindo o reconhecimento popular, através de uma oposição forte e coerente, composta não por guerrilhas entre partidos, mas sim pela apresentação de soluções que, mesmo não sendo aceites, não deixem dúvidas de que são sérias e exequíveis.
2 anos passam muito depressa.

Pinho Cardão disse...

Caro Arnaldo Madureira:
Porventura também não serão muito melhores, pelo menos em algumas paragens. Mas tal não colide com o que referi.Há 30 anos e há vinte anos a política atraía gente de muito valor, gente da sociedade civil, dotada de vontade de fazer serviço público. E essa gente entrava na política e deixava obra. Hoje, a política ainda atrai gente de valor; acontece é que a nomenklatura profissional entretanto formada logo procura fechar as portas.

Caro Bartolomeu:
Pois tem toda a razão. O essencial é saber o que se quer e ter alternativas sólidas.E fazer oposição de acordo com elas e não ao sabor das vicissitudes do momento.
Quanto à vitória de ontem,obrigado. Creio que ela vai ser o prelúdio de muitas mais!...