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terça-feira, 10 de julho de 2007

Sobre a hipocrisia, ainda.

"Vejo frequentes vezes proporem-nos modelos de vida que nem quem os propõe nem os seus auditores têm alguma esperança de seguir ou, o que é pior, desejo de o fazer. Da mesma folha de papel onde acabou de escrever uma sentença de condenação de um adultério, o juiz rasga um pedaço para enviar um bilhetinho amoroso à mulher de um colega. Aquela com quem acabais de ilicitamente dar uma cambalhota, pouco depois e na vossa própria presença, bradará contra uma similar transgressão de uma sua amiga com mais severidade que o faria Pórcia" - Michel de Montaigne

3 comentários:

Raquel Sabino Pereira disse...

Um bom remédio para este estado de alma é andar de barco!!! Assim, convido-os a visitar o Atlântico Azul e ver o filme que coloquei hoje sobre a Regata Moita-Vila Franca de Xira-Moita do passado fim-de-semana! Starring Amigos Moita, com Pedro Ayres de Magalhães e Teresa Salgueiro ao leme!!!

Bartolomeu disse...

Salvé rapariga navegadora. É uma alegria ver aparecer por aqui quem esteja ligado ao mar e à vela. Apesar de o meu amor ser o mar e ter "ensinado" e competido alguns anos pelo club naval de Sesimbra, maravilha-me sempre a presença de adeptos do meu desporto favorito, mesmo que competindo no rio, o que em minha opinião dificulta bastante mais a prática. Não me esqueço que fui uma vez convidado pelo club naval de Alhandra a participar numa regata em que se sobia o Tejo, até onde não consigo precisar e no regresso, porque junto à margem esquerda havia mais vento, passei o tempo todo a encalhar nos baixios. :)))
A par deste enorme prazer de velejar, coloco o motociclismo (p'rá frente Carmona Rodrigues, que estes gajos precisam de homens á moda antiga, d'aqueles que ainda sabem "chamar os bois pelo nome").
Caro Ferreira de Almeida, "hipocrisia" e "cambalhota", são dois termos indissociàveis, ou seja, o 2º não existe sem a presença do primeiro.
No entanto, apesar de se detestarem, ambos agem sobre nós com um determinado sentido masoquista. Afinal, o Juiz do Miguel da Montanha, demonstra-nos isso mesmo. Hipocrisia e adultério, perdoem-me aqueles mais conservadores, mas estes dois termos, em minha opinião só existem no dogmatismo das nossas consciências demagógicas, isto porque eles não sucedem sem que haja vontade dos "prevaricadores" e meus caros amigos, desde que esta suceda, deixam de os outros ter razão para existir. Salvo situações de opressão, de intimidação, de coacção, de chantagem, de violação, mas esses quadros não se incerem já no mesmo conceito.
Infelizmente na nossa sociedade criou-se o habito de concluir que em matéria de sexo, e/ou atracção sexual, tudo o que surja, extra-matrimónio, é pecado... será, será, se o marido dela, ou a mulher dele forem violentos e não aceitarem a partilha dos respectivos conjuges, pode tudo resultar numa tremenda histária de faca e alguidar, mas, se forem gente com uma visão natural do mundo e do ser humano... bom, fico-me por aqui, aina faltam uns aços largos à humanidade para aceitar aquilo que de natural e belo pode ser alcançado, quando se age e se pensa por conceitos próprios e não por aqueles que são determinados socialmente.

Anónimo disse...

Olha que excelente sugestão a da Sailor Girl!
Para desanuviar nada melhor que o vento fresco desse rio extraordinário que é o Tejo.