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quinta-feira, 12 de julho de 2007

“Odores”....

O papel do “nariz”, e os diferentes odores, já foram alvos de várias atenções, nomeadamente, na atracção, ao ponto de alguns autores considerarem o apêndice facial como um verdadeiro “órgão sexual”.
O nariz alberga, igualmente, células dotadas de capacidade regeneradora, em termos neurológicos, abrindo boas perspectivas para o tratamento futuro de lesões muito graves que até agora eram consideradas como não possíveis de solução.
Voltando aos odores, uma experiência recente revela que a presença de um rato dominante faz crescer o cérebro das fêmeas, através da produção de novos neurónios. Inclusive, foram localizadas as duas regiões do cérebro onde ocorre este interessante fenómeno. Mas o fenómeno não fica por aqui. As fêmeas em que foi observado este fenómeno são atraídas pelo macho dominante, mas não pelos subordinados! Os neurónios novos, “produzidos” por este processo, deverão ficar “impregnados” da memória do macho.
Já se sabia que o bolbo olfactivo, responsável pelo cheiro, e o hipocampo, responsável pela memória, constituem os principais sítios da neurogénese, mas desconhecia-se que estavam interligados.
Depois de ler esta notícia, fiquei com algum receio de aproveitamento sexista por parte de alguns...
De qualquer modo, não deixarei de estar atento a mais notícias e a investigações a fim de saber se este fenómeno ocorre ou não noutras espécies!
Caso ocorra poderá contribuir para explicar alguns fenómenos...

2 comentários:

Suzana Toscano disse...

Não sei, caro Massano, é se o cérebro reconhece o conceito de "dominante" tal como nós o traduzimos ou se terá as suas leituras muito pessoais...
Mas, a propósito do seu texto, vi há tempos uma reportagem muito interessante sobre a utilização da pituitária na regeneração de células nervosas, abrindo grandes perpectivas para os paraplégicos e hemiplégicos considerados irrecuperáveis. Salvo erro, havia investigadores portugueses envolvidos nesse trabalho, mas nunca mais ouvi falar disso.Terá tido evolução?

Massano Cardoso disse...

Pois é cara Suzana. Na espécie humana a "dominância" faz-se à custa de outros valores não previstos na Natureza. Os exemplos de "dominantes", em determinadas esferas, não me parecem ser capazes de estimular novos neurónios, mas sim a acabar com os existentes!!!
As investigações na área que falou são lentas. De qualquer modo, orgulhemo-nos de ter portugueses a trabalhar num assunto tão importante capaz de no futuro fazer verdadeiros e indiscutíveis "milagres". Os cientistas portugueses podem e devem dar contributos à Humanidade. Precisam, bom, bem sabe do que é que eles precisam...