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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A arte de perder tempo e o nosso Parlamento

Os ilustres Deputados gastaram horas e horas em intermináveis audições sobre as "secretas". Interrogaram, espiolharam, argumentaram, consideraram e desconsideraram, acusaram, confrontaram, declararam. No caminho, sempre se precipitaram para todas as câmaras e microfones da vizinhança para publicitar tão árdua tarefa. O país tinha que conhecer o grandioso trabalho que os vinha ocupando.
No fim, não se conseguiram entender sobre o que ouviram; no pitoresco dizer de uma Deputada, não encontraram uma "narrativa idêntica", para coroar tanto labor. Pelo que surgiram quatro narrativas, a gosto de cada qual.
A cada momento, o Parlamento vem sofisticando a sua arte de perder tempo. Para muitos dos nossos Deputados, tal arte é, por certo, o grandioso objectivo de vida. Ou a única coisa que sabem fazer. Objectivo verdadeiramente extraordinário! Ou não será, mesmo, muito ordinário?
PS: Ah, parece que encontraram uns secretos "veneráveis". Não era o objectivo, mas por sorte caiu-lhes na rede. Vão ter matéria para mais umas audições. Sem narrativa final, que o assunto, para além de secreto, é mesmo veneravelmente secreto.

3 comentários:

Bmonteiro disse...

Não sabem fazer mais nada, coitados.
A honorável Filomena Mónica, retratou-os em tempo (de memória):
Incompetentes, incultos, preguiçosos.
Para passar o tempo, nada melhor que discutir o sexo dos anjos.
Piores, que no tempo da antiga Mocidade Portuguesa: lá vamos, cantando e rindo.

Tonibler disse...

Maus caros não podemos generalizar. Só porque 98% deles são de facto inúteis, nunca fizeram nada na vida e os líderes são estagiários de advogacia com 45 anos depois de terem sido os alunos mais medíocres da Universidade Rute Marlene, não podemos dizer que são todos assim. Não devemos ser injustos.

Pinho Cardão disse...

Caro Tonibler:
Bom conselho: não sejamos injustos. Mas é difícil!...
Falando mais sério: no Parlamento que eu conheci, 15% dos Deputados eram muito bons, 15% eram bons, 20%, se estimulados, colaboravam bem e
50% eram perfeitamente dispensáveis, um verdadeiro passivo.
Mas, no geral, eram estes que se perpetuavam, o que tornava o passivo cada vez mais passivo.

Caro B.Monteiro:
Quando a caricatura tende para o retrato...