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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O mediatismo no seu melhor...

Depois dos apelos aos boicotes às compras no Pingo Doce, as televisões assentaram arraiais à porta das lojas Pingo Doce para indagar se os consumidores querem ou não continuar a ser clientes do Pingo Doce, com reportagem do tipo “apanhados”, com direito, ou melhor dever, a honras de telejornal. Uns disseram que não, outros que sim, outros que sim mas talvez não, outros que não mas talvez sim, enfim, muitos sem fazerem uma pálida ideia do porquê de um súbito interesse das televisões pelos seus hábitos de compras e consumos. Um caso mesmo à mão de explorar, mas não de esclarecer. Uma vende e rende, a outra não, nada disso. São os “shows” mediáticos habituais, temperados com a necessária dose de demagogia.

4 comentários:

Suzana Toscano disse...

Ainda bem que a minha televisão se avariou e não pude ver os telejornais, talvez seja prudente deixá-la assim por uns dias...

Pinho Cardão disse...

Cara Margarida:
Este país não está normal. Pois não foi um Deputado do CDS que deu o mote para o boicote ao Pingo Doce?
Resolve-se assim o problema da tributação das holdings face ao que acontece, por exemplo, na Holanda?
Já não nos bastavam os Deputados do Bloco e do PC e ainda aparece um do CDS a abrilhantar este arraial foleiro e tonto, verdadeira feira da ladra de ideias gastas e velhas?
Claro que a comunicação social, inculta e ignorante, sem critério editorial de qualidade, logo apanha a boleia para mais estupidificar o país.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Suzana
Ou para sempre porque os filmes começam a ser dários.
Dr. Pinho Cardão
Não está nada normal. Uns apelam ao boicote, outros apelam a mais impostos. Venha o diabo e escolha.

Freire de Andrade disse...

"Um caso mesmo à mão de explorar, mas não de esclarecer." Exactamente. Mas não me espantou: É raro alguma coisa ser esclarecida nos noticiários das televisões. Ou por má preparação dos jornalistas, que por vezes nem eles próprios compreendem o que está em jogo, ou por estratégia propositada, os esclarecimentos são muitas vezes omitidos. Não rendem audiências.