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domingo, 20 de julho de 2008

Horas de aperto

Vem nos livros. Quando a hora é de dificuldades, vá de mudar o discurso para desviar as atenções do que não corre bem. É essa, actualmente, a estratégia do PS e do Primeiro-Ministro, para a qual conta com a prestimosa ajuda de alguns aliados, como o governador do BdP, e de alguma comunicação social incapaz de se aperceber até que ponto pode ser usada desde que a hipnotizem com temas alegadamente de vanguarda.
É isso que explica o "surpreendente" despertar de Vitor Constâncio para a energia nuclear tema sobre o qual se não conhecia o interesse do governador. Ou a ideia irresistível para os media dos temas "socialmente fracturantes" como o casamento entre homossexuais no momento em que regressamos aceleradamente ao estatuto de País empobrecido.
Neste quadro se devem entender as palavras de José Sócrates, hoje, no Congresso da J.S., essa organização que dá um jeitão nestes momentos de declinação do léxico da "hora do aperto":
  • «Olho para o passado e não me lembro de um período que o PS estivesse no Governo e que em três anos tivesse deixado tanta marca no domínio da civilização, da forma como vemos a sociedade, das escolhas políticas pela autonomia, pela liberdade, das escolhas políticas progressistas, sem imposições morais nem tabus, por mais liberdade e melhores condições de autonomia individual, mas também mais liberdade e responsabilidade».
Porém, enquanto o Secretário-Geral do PS e Primeiro-Ministro se gaba de ser o campeão das marcas deixadas na civilização e das escolhas políticas progressistas, o triste retrato do País faz-se destes testemunhos...

4 comentários:

Tonibler disse...

"não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome"...pois, realmente parecem-me aqueles que fizeram do Sócrates primeiro-ministro. Acho que se merecem mutuamente. Dos outros é que tenho pena, desses não.

JM Ferreira de Almeida disse...

Tem razão, Tonibler, está o meu Amigo cheio de razão no comentário que faz.

Tiago Moreira Ramalho disse...

JM concordo plenamente consigo nesta história do "foge-foge" do PM. Mas este congresso da JS foi recheado de coisas boas, nomeadamente a referencia à questao do casamento gay (escrevi sobre isto em http://oafilhado.blogspot.com). Agora que o tempo das vacas gordas acabou, tem de se esconder a magreza com belos arranjos, para que nao nos lembremos dela.

Já agora, Tonibler, perfeitamente de acordo!

Bartolomeu disse...

O meu comentário é a transcrição de uma anedota que corre na internet... porém, no meio de todas estas reviravoltas políticas, convenço-me que a maior anedota vai acontecer no próximo ano, quando os portugueses forem convidados a votar.
Então lá vai.


A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial.

A pergunta era:

'Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de
alimentos no resto do Mundo.'


O resultado foi desastroso:

- Os Europeus do Norte não entenderam o que é 'escassez'.

- Os Africanos não sabiam o que eram 'alimentos'.

- Os Espanhóis não sabiam o significado de 'por favor'.

- Os Norte-americanos perguntaram o significado de 'o resto do Mundo'.

- Os Cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre 'opinião' .

- O Parlamento português ainda está a debater o que significa 'diga
honestamente'...