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sábado, 19 de março de 2011

Um 1º Ministro pró-forma

Afinal, Sócrates escreveu o que Teixeira dos Santos afirmou, Sócrates reafirmou, Costa negou, Sócrates reajustou , Silva Pereira adaptou, e a maioria dos ministros nunca pescou.
Em cartas para o BCE e para a Comissão Europeia, Sócrates comprometeu-se a aplicar as medidas de austeridade anunciadas na manhã de sexta-feira, dia 11.
Que, perante a reacção geral, logo Sócrates transformou em «cartas pró-forma», meras «formalidades normais».
Enfim, um governo pró-forma, um 1º ministro pró-forma, um ministro das finanças pró-forma, mais um PEC pró-forma. Lógico e natural. Para eles, o interesse pelos cidadãos e pelo país é um mero pró-forma.

14 comentários:

Gonçalo Correia disse...

Cresce, cresce, nariz cresce

Era uma vez o Pinóquio que continua a viver num mundo de fantasias. Noutros tempos, esta figura simpática fazia parte do imaginário de qualquer criança, agora aparece no nosso mundo real, a cores e ao vivo, fazendo falsas promessas e atormentando as nossas vidas. Faz porte de gente adulta mas continua infantil nas suas atitudes. Pior, o nariz do Pinóquio não pára de crescer uma vez que ele tem um total desprezo pela verdade. O Gigante (buraco do Estado) contenta-se a vê-lo e a ouvi-lo nos seus espectáculos deprimentes, claro.

Alguns e algumas personagens da banda desenhada ou dos desenhos animados ficarão, para sempre, nas nossas memórias. É uma parte da nossa criança dentro de cada um… A diversidade da bonecada é imensa, havendo para todos os gostos e idades. E gostos não se discutem! A coisa muda de figura quando alguém apropria-se de uma determinada personagem e, ao mesmo tempo, transfigura-a miseravelmente. Temos o direito e o dever de protestar. Até podemos não gostar do Pinóquio, o boneco, mas ele tem direito ao bom nome e reputação, à imagem e à protecção legal, entre outros direitos, como referem os artigos 25.º (Direito à integridade pessoal) e 26.º (Outros direitos pessoais) da Constituição da República Portuguesa (CRP). Bolas, vivemos num Estado de direito democrático (artigo 2.º da CRP)! Bem, não sei se será bem assim, mas enfim… Uma coisa é certa: a Lei Fundamental não pode ser assim violada, no sentido jurídico do termo. Adiante!

Anda, por aí, uma determinada personalidade (de repente, não me lembro do nome) a estragar a reputação desse boneco de madeira, o que não é justo. Saindo da esfera jurídica, colocam-se outras questões, vejamos cinco:

- Primeira, somos violentados diariamente com agressões físicas (vulgo: porrada) e morais (vulgo: lixar o juízo) perpetradas pelo Pinóquio, pois o nariz é omnipresente e a vitimização massacrante;
- Segunda, existem vários clones do Pinóquio (se um é demais…) com a respectiva e deplorável marcação CE;
- Terceira, as preocupações ambientais são actuais e prioritárias (certo?), pois bem, muitas árvores são abatidas por causa do crescimento desmesurado do nariz do Pinóquio e seus clones;
- Quarta, a restante bonecada, excepto o Calimero, fica com inveja porque é, simples e totalmente, desprezada;
- Quinta, por fim, a paciência tem limites.

Então, e o Gigante? – perguntam-me alguns… Bem, como sabem, essa besta delira com as grandezas, portanto, quanto maior for o nariz do Pinóquio, melhor. E, inversamente, pior para nós, o Zé Povinho.

Bartolomeu disse...

... meu sangui latchino...o...o...o...
http://www.youtube.com/watch?v=ENJh1_xzx6c&feature=related
;))))))

Tonibler disse...

Mais uma vez com o Sócrates, preocupa-me mais o que não sei que o que sei. Porque carga de água haveriam os europeus exigir mais ao Sócrates com tão, aparentemente, bem sucedida execução orçamental? Ou, por outras palavras, o que é que eles sabem que nós não sabemos e, pior, como é que é possível que eles saibam que nós não saibamos?

Bartolomeu disse...

Ora, Tonibler... olhe, eu sou casado e tenho uma amante. Quando passo a noite em casa da minha amante, digo à minha mulher que fico a trabalhar e vice-versa. A minha mulher, desconfia que tenho uma amante, mas não conhece as conversas que tenho com ela. A minha amante desconfia que sou casado, mas não imagina o que digo à minha mulher, quando passo a noite com ela.
Meu caro Tonibler, o problema não é eu ser casado e ter uma amante, tão pouco é, ambas desconhecerem o que falo com uma e com outra... o problema é, se tenho uma terceira e nem a minha mulher, nem a minha amante saibam quem é, e muito menos, o que lhe digo.
Não sei se me tá a intendereeeee?!
;)

Tonibler disse...

Imagino que a patroa não esteja a ler isto...

Bartolomeu disse...

Não ha hipotese... não sabe ler!
;)

Salvador Massano Cardoso disse...

Deixem-se de coisas. O que isto quer dizer é o seguinte: o homem está em plena "forma"... Mas não se recomenda!

Bartolomeu disse...

A outra forma de analisar o problema, pode ser: O homem está em plena forma... não é recomendável, mas no país onde vive, dá-se muito apreço aos irrecomendáveis!

Anónimo disse...

Lapso. Num primeiro relance pareceu-se que o título dizia "Um 1º ministro pró-reforma". Foi ilusão. Tudo na mesma.

Fartíssimo do Silva disse...

Caro Pinho Cardão

Desculapai-me esta intromissão.
O que faz o Presidente da República perante o agravamento desta crise política?
Magistratura activa?
Onde está ela?
De Belém, o mais sepulcral silêncio.
Activa apenas nos dicurso de vitória e da posse? Para depois, se encerrar em Belém?
É que nem o papel de árbirto nesta enormíssima crise pode utilizar!
Nem demite o sr Pinto de Sousa nem é capaz de o "forçar" a uma coligação alargada com partidos do chamado arco constitucional!
E não pode porque deitou borda fora com o dicurso de posse o capital de mediador de conflitos fazendo valer a sua autoridade! É que não basta fazer o discurso do estado da Nação! O que o PR disse, no acto de posse, é o que a maioria dos portugueses minimamente conscientes pensa. E aí, em vez de um discurso de ressentimento e de aparente vindicta, Sua Excelência teria agora uma oportunidade de mostrar o que pode. Como árbitro e como responsável pelo regular funcionamento das insituições, Cavaco Silva poderia promover, através da sua magistratura de influência, mais do que aquilo a que chama de magistratura activa que, por sinal, me parece mais passiva do que activa, uma coligação de salvação nacional capaz de enfrentar a crise por que passamos! Mas não. Essa coligação teria que ser uma coligação alargada que incluisse o PSD, o CDS/PP e o PS (com ou sem Pinto de Sousa). Mas o discurso de posse que releva mais de ressentimento do que uma vontade férrea de influenciar o rumo dos acontecimentos ( ele que tanto falou em dar um novo rumo para o nosso País), polarizando no PS uma tal acrimónia que invibializou de todo o seu papel de árbitro. Tanto preocupado que estava em ganhar a reeleição à primeira volta para que os juros não reiniciassem a sua escalada, parece agora indiferente à constante subida dos juros da dívida soberana e não só!
Todos perdem: a começar pelo pobre povo português e, depois,o PR, o 1º Ministro e o líder do PSD todos ficarão mal na fotografia!
Para que serve assim um Presidente da República?

Anónimo disse...

Caro Fartíssimo do Silva, o que não se diria do PR se nesta conjuntura exercesse os seus poderes da mesma forma que o 1º ministro, os principais dirigentes do PS e os partidos da oposição procuram (?) soluções. Do PR espera-se uma acção discreta, não feita de proclamações que têm tempo e obedecem a formas. Sei bem que este é o tempo em que se desvalorizam as formas. E também sei que há quem entenda que a política, no seu sentido mais nobre, se deve fazer sempre no palco, nunca nos bastidores. Felizmente temos um PR que compreende que a defesa do interesse nacional não se compadece com o ruído permanente com o qual alguns de nós ainda não se conformaram.
O PR é um árbitro, sim. Mas os bons árbitros não correm o campo constantemente a esbracejar. Nem marcam faltas quando um jogador cai, marcam-nas sempre e só quando há violação às leis do jogo. E muito menos lhes cabe marcar golos. Esse, é o papel dos jogadores, dos partidos. Ao árbitro pede-se que traga lealdade ao jogo. Não mais. E já não é pouco.

Fartíssimo do Silva disse...

Caro JM Ferreira de Almeida

Não se pede ao Presidente da República que proceda, na forma e na substância, como o Sr. Pinto de Sousa.
Não se pede ao PR que, como os maus árbitros, ande a correr o campo e a esbracejar.
Proclamações são o que não tem faltado ao PR, quase sempre fora do tempo e do modo!
Pede-se-lhe que aja! E isto, para mal de todos nós, é o que o PR não faz.
Foi sob a sua égide que se assistiu e continua a assistir-se à degradação do clima político, como nunca se terá visto depois do PREC!
Refugiado em Belém, que é feito da magistratura de influência e da magistratuta activa que tanto alardeou durante a campanha eleitoral?
Uma terceira Rainha de Inglaterra?
«Res, non verba» precisam-se.

O Reformista disse...

E agora temos o mistério da data do mail, causa final da crise.
Se na quinta feira como diz o Expresso ou se na sexta com diz Socrates

Caboclo disse...

"Hans-Werner Sinn.
http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-precisa-de-um-aumento-radical-de-impostos_113843.html

O país precisa definitivamente de um aumento radical de impostos para reduzir o défice público e chegar a um excedente."

Quem é este alucinado ?
Quem é este bandido ? este hans werner sinns ?


Que lógica a deste werner sinn ..então quer dizer ..se os socialistas não estimulam a produtividade ..já que são geneticamente anti-patrão ( agora está na moda chamar empreendedor)arrancam impostos do couro do povo para financiar os desvarios alucinados ?

aumentar impostos ? radicalmente ?


Já descobri ..o Hans-Werner Sinn é mais um vagabundo subornado pelo governo chines para lenhar com a europa ..
Nada como uns pavões com phds em bruxaria para se lançar a confusão em alta rotação..

Está grave...

uau...