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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Do lado de fora do portão da escola

A trágica morte de um jovem na Amadora, apunhalado na sequência de uma rixa entre grupos rivais, tem vindo a público abusivamente associada a uma escola, deixando na opinião pública a ideia de que tudo se teria passado aí, quando a má hora do pobre rapaz podia ter sido à porta de um centro comercial ou de outro lado qualquer. É certo que as notícias dizem que a vítima entrou no portão, ainda perseguido pelo assassino, para aí se refugiar e pedir ajuda, mas o facto é que as entrevistas são aos alunos da escola, as imagens são as da escolas e, claro, o tema associado passou a ser o da insegurança nas escolas, como se o trágico acontecimento tivesse tido alguma relação com aquele estabelecimento de ensino. É certo que muitas das nossas escolas públicas têm que lidar e aprender a viver com o meio social difícil em que se inserem mas, em geral, fazem um trabalho notável, tantas vezes ignorado na sua dimensão e exigência, de integração e protecção dos alunos que as frequentam. Mais valia que fosse esse o trabalho destacado, evitando as associações fáceis que alimentam "notícias" mas que não estimulam, bem pelo contrário, os que todos os dias se esforçam por proporcionar aos alunos um ambiente de segurança dentro de muros, apesar de tantas dificuldades. A notícia devia ter ficado do lado de fora do portão, em vez de envolver a escola num drama ao qual foi totalmente alheia.

3 comentários:

Manuel Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Manuel Silva disse...

Nota prévia: Como o meu comentário, educado, cordato, posto em termos sérios foi censurado pelo Dr. Tavares Moreira (pela 2.ª vez, já o tinha feito há dias), deixo ao vosso conhecimento esse facto. O comentário propriamente dito não o guardei, mas sou capaz de o reconstituir. Mas porque não o Dr. Tavares Moreira repô-lo, para que possam aquilatar da verdade do que digo?
Aqui vos deixo o desafio, de um social-democrata (verdadeiro) para outros sociais-democratas, igualmente amantes da liberdade.
E aqui vos deixo o link do vídeo de 3:58 de que o Dr. Tavares Moreira não gostou:
http://www.youtube.com/watch?v=RFEf9_swh3s
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Sr. Dr. Tavares Moreira:
O execrável acto de censura que o senhor acabou de fazer com o meu comentário é bem revelador dos tempos que vivemos.
Tanto mais que é perfeitamente injustificado, na medida em que, quer os termos formais do comentário, quer o conteúdo não o justificam.
Trata-se, portanto, de um acto da mais pura e dura censura.
Motivada apenas pelo facto de o senhor não suportar o contraditório, um contraditório que, de forma eloquente, põe a nu as historietas dos juros amigáveis que os mercados nos cobram.
O Dr. Moreira Rato já tinha ficado embatucado com as perguntas de José Gomes Ferreira, mas, ou por impossibilidade real ou por uma razão de ética, aguentou o incómodo.
O senhor não, não o suportou: logo, censurou.
Se o que prefere é tem um público fiel que se limita a aplaudir o que diz, que fique com esse público e que seja muito feliz.
Mas não me venha com a treta da social-democracia, clamando-se daquilo que não é.
Passe muito bem.
Conseguiu o que queria.

Manuel Silva disse...

Senhora Dr.ª Susana Toscano:
Peço-lhe desculpa por deixar aqui este comentário, mas é para evitar que seja apagado no post a que se destina (tal como foram outros 2 anteriores).
Alem disso, a senhora é também aqui visada, pelo que não é a despropósito que o deixo aqui.
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Sr. Dr. Tavares Moreira:
No meu último comentário, que distribui por um número considerável de posts deste blogue, para evitar que o senhor me cortasse o pio como fez duas vezes há pouco tempo, disse-lhe que não voltaria cá mais.
Faço-o apenas esta vez, EXCEPCIONALMENTE, porque o senhor me interpelou directamente, e pior, numa atitude de ingénuo, qual virgem ofendida que não sabe porque o foi.
Há dias, no seu post «Juros da dívida pública voltam a subir...muita ATENÇÃO...» deixei-lhe esta pergunta: «Sr. Dr. Tavares Moreira: Quer fazer o favor de comentar este pequeno (3,58 minutos) vídeo? http://youtu.be/RFEf9_swh3s E a seguir desmascarar estas «ideias tolas» de José Gomes Ferreira.»
Ao que o senhor respondeu: «Caro Manuel Silva, Irei tentar, irei tentar...»
Percebi logo o seu incómodo pela pergunta, pelo que não respondeu.
Mais tarde, no post «Economia: mais uma importante (NÃO) notícia...» voltei a lançar-lhe o repto e fiz algumas considerações sobre o facto de o senhor andar a vender-nos a ilusão da condescendência dos mercados para connosco, quando os juros continuam usurários, 5,63%, havendo maneiras ao nosso alcance de os fazer baixar.
É essa a questão que José Gomes Ferreira põe ao Dr. Moreira Rato, com a qual ele fica verdadeiramente embasbacado, respondendo NIN, ao passo que o senhor nem me respondeu.
E pior, censurou-me, apagando o meu comentário e indo à raiz da pergunta, o 1.º comentário, apagando-o também.
Perante o meu protesto de ontem repôs o meu 1.º comentário mas sonegou o 2.º.
Ora, tanto o 1.º como o 2.º foram feitos de forma educada, cordata, como faço sempre, pois costumo respeitar os outros para que me respeitam também a mim.
Pelos vistos o senhor nem suporta sequer uma ideia que o contradiga. Lamento.
Esta minha decisão é definitiva, pode crer, com muita pena minha de perder a leitura dos posts de pessoas como Susana Toscano, Margarida Corrêa de Aguiar, Massano Cardoso, José Mário Ferreira de Almeida.
Mas não se pode ter tudo na vida, só para não me cruzar com os seus posts, e encarar o seu nome, não voltarei mais ao 4R.
E poderia fazê-lo, não sob o meu verdadeiro nome – Manuel Silva – mas sob um «nick» qualquer. Mas nem assim.
Será definitiva a decisão.
Agradeço os posteiros referidos aquilo que me deram, embora eu pouco lhes tenha dado com os meus comentários.