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domingo, 9 de junho de 2013

RTP, serviço público...servicinhos privados

A RTP, serviço público, não perde uma. Manifestação, claro está. Ontem, em Atenas, lá estava uma enviada especial a entrevistar, em pleno trabalho manifestativo, outras enviadas especiais, da Fenprof e do Bloco. Aonde foram mais outros 23 não especificados.
Acho que sim. Manifestação na Grécia é acontecimento nunca visto. O serviço público é para isso, para nos dar a visão das coisas raras e insólitas.
E, sobretudo, para servicinhos privados ao Bloco e congéneres.
Vão, vão, que nós pagamos. Mas até quando abusarão da nossa paciência? 

7 comentários:

SLGS disse...

TEM TODA A RAZÃO.
Subscrevo

Capuchinho disse...

No melhor pano cai a nódoa ... e assim corre-se o risco de o pano ficar impróprio

Infelizmente são abundantes os sinais deste tipo de "servicinhos privados", baseados nas mais diversas razões: simpatias, comissões, lobbys, estratégias partidárias, etc ...

Veja-se o artigo na página 11 do caderno de ECONOMIA do EXPRESSO, sob o titulo "Crédito em risco de incumprimento atinge € 46,6 mil milhões", onde se desvalorizam intencionalmente os créditos dos Bancos Portugueses, com base num estudo "cientifico" de uma empresa denominada "Present Value Consulting".

E o que faz essa empresa ?

Numa caixa de 11 linhas pequeninas, no canto inferior esquerdo da página fica-se a saber: a "Present Value Consulting" é afinal uma empresa que pretende comprar esses mesmos créditos, que desvaloriza no estudo que ela própria elaborou.

A coberto da função do jornalismo e à custa de todos - também o mau jornalismo no EXPRESSO nos atinge a todos - apresentam-se reportagens, noticias, estudos deturpadores da realidade e com intenções dissimuladas.

Por isso concordo inteiramente consigo: "... até quando abusarão da nossa paciência "

Pinho Cardão disse...

Caro Capuchinho:
Claro que tem toda a razão.
Lamentavelmente, uma grande parte das notícias (económicas e políticas...) são feitas "a gosto" pelas agências de imagem.
Para os media, é mais fácil, cómodo e barato.
Depois arvoram-se em grandes defensores da deontologia, do rigor do critério jornalístico, etc, etc. É a verdade a que vamos tendo direito...

Pedro disse...

Caro Pinho Cardão,
concordo com o que afirma e tambem sinto que por vezes os "midia" mais que informação fazem apenas "fretes".

E de facto "uma grande parte das notícias (económicas e políticas...) são feitas "a gosto" pelas agências de imagem."

Mas lá está, as agencias de imagem, fazem o seu "photoshopizinho" a quem lhes paga, ou seja ao Clientes.

E estas "clientelas" não são exclusivas de nenhuma "cor". Ou seja, os "fretes" e supostas "manipulações" ocorrem em todos os quadrantes.

São tão "trabalhadas" as noticias a favor, como as noticias "contra". São tão "gigantescamente empoladas" manifs com 10 protestantes...com s
ao tambem "gigantescamente louvados" minusculos avanços dos "establishments" e respectivos "lobbyes".

Nesta realidade que stou certo reconhecerá, é mesmo a Verdade que anda muito maltratada e cada vez mais ausente...e somos Nós que teremos de ver para além do que "nos poem no prato".

A titulo de exemplo, temlos o caso paradigmatico do suposto "Aquecimento Global", onde governos e governantes "evangelizaram", legislaram e imposeram normas apenas e só em cima de "manipulações" e "imagens agenciadas".



Pinho Cardão disse...

Caro Pedro:
A questão é que não há equitatividade no "trabalho" das redacções. Estas estão politicamente comprometidas, o que faz com que pequenas correntes de pensamento, que noutros países não teriam ou a custo teriam dimensão parlamentar, absorvam o grosso do espaço mediático. Enquanto outras nunca se conseguem fazer ouvir.
O que se tornou politicamente correcto por efeito das opções ideológicas das redacções tudo domina. A questão do aquecimento global é um exemplo. E a omnipresença dos Verdes e do Bloco, outro. E com a presença constante de organizações virtuais, sem qualquer representatividade, a ajudar à festa.
(Olhe, ainda hoje ouvi tratar Fidel Castro como líder e Pinochet como ditador. Claro que a ideologia da redacção nada tem a ver com o assunto....)

Mauro Germano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tonibler disse...

Então, é preciso definir o papel da televisão pública naquilo que se deseja como um aerviço público de televisão direccionado para a comunicação entre todos os portugueses para depois se estabelecer um plano que nos leve às linhas directivas de uma política global e multidisciplinar que nos permita estabelecer metas e objectivos conducentes a uma consubstanciação de um serviço que nos orgulhe a todos como país e como povo.

Ou então dar aquela porcaria a quem a queira pagar e pararmos de andar a engonhar.