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segunda-feira, 17 de junho de 2013

O papel da liderança

Com o Director que temos na escola, já sabíamos que ia haver exame.
Aluno entrevistado à saída do exame
Ora aí está. O papel da liderança.

16 comentários:

Bartolomeu disse...

De que forma terá esse director liderado, uma vez que ainda ontem o ministro afirmou que o governo não admitiria pressões sobre os professores que aderissem à greve, assim como, sobre os que decidissem estar presentes nos exames?
Será que esse director adoptou a técnica do chupa-chupa?

Luis Moreira disse...

Mais de 70% dos alunos fizeram o exame. Será que todos os directores adoptaram a técnica do chupa-chupa?

Bartolomeu disse...

Talvez muitos professores tenham intuído que caso não comparecessem aos exames, levavam com uma mobilidade nos beiços...

SLGS disse...

Bartolomeu, o senhor "levou a bicicleta".

Pedro disse...

o Ministerio da Educação depois de ter recebido o parecer do Colegio Arbitral...

depois de ter recorrido ao STA, não acatando a decisão de um Tribunal Arbitral...


depois de ter visto o STA nem sequer avaliar o recurso por falhas formais na sua produção..


depois de tudo isto, verificar que 1/3 dos alunos não ter tido exame...


..digamos que no minimo é o proprio Governo e na sua capacidade de Liderar que está claramente muito aquém do minimo aceitavel!

quando o Governo estica todas as cordas, e faz braços-de-ferro, que poderia ter sido evitados (conforme varios tribunais já afirmaram!), e no fim não consegue assegurar as suas funções essenciais...

...é a propria capacidade de Liderança do ministerio e governo que ficam em cheque!


P.S - Julgo que os Tribunais, assim como as Leis do Trabalho, assim como o Direito á Greve...são por enquanto instrumentos democraticos devidamente regulamentados e plenamente legais...e não "leninismos" ou "crimes e ilegalidades" ! Compreendo que quando não nos dá jeito, é tramado...mas não é razão para os eliminarmos, antes temos de procurar formas de viver num mundo com regras constitucional e democraticamente estabelecidas e aceites! E neste caso, se alguem andou por portas e travessas a tentar subverter e fugir ás regras...olhe que não foram os sindicatos...

Pinho Cardão disse...

Caro Bartolomeu:

Liderança nada tem a ver com pressão. Ponto final.
Por outro lado, esse argumento da ameaça da mobilidade é verdadeiramente fantástico.
Quando não há trabalho numa empresa, as pessoas procuram mover-se para outra. Quando não há alunos numa escola, os sindicatos querem que os professores por lá fiquem.
Claro, para os sindicatos, os professores existem por si; os alunos são mero complemento, quanto mais indirecto melhor.

Caro Pedro:

Perante o anúncio triunfalista de uma greve de todas as estruturas sindicais contra a realização dos exames, o facto de eles se terem feito, sem perturbação e na totalidade, em 73% das escolas e abrangendo 70% dos alunos revela capacidade efectiva de liderança. E recorrendo a professores, não à tropa ou a agentes de autoridade.
Estes são os factos. O resto, propaganda. Parece-me que o meu amigo procura esquecer os factos e embarcar na realidade virtual da propaganda. A liberdade é toda sua!

Agitador disse...

Cada um tem a sua leitura e opinião, até aqui tudo Bem.

Mas afinal os Sindicatos deram ou não garantia de que não fariam greve em todo o período de exames?!. O Mário Nogueira diz que o Ministro não propôs outras datas. Para quê? para poderem fazer greve se assim entendessem?
Alguém pensa que uma situação destas seria controlável? O Ministro marcava outra data para o exame de Português e o assunto estava resolvido.

Podemos ter opiniões diferentes sobre o equilíbrio dos interesse do País mas temos também de usar de alguma inteligência.


Pedro disse...

Caro Pinho,

ambos sabemos que haviam possiveis alternativas e que a um "extremar" dos Sindicatos (cuja opção pela greve neste dia, é obviamente passivel de contestação, mas tambem entendivel o porque da escolha) o que o Ministerio fez foi .. "extremar ainda mais " as posições.

Tendo o Ministro recorrido ao Tribunal Arbitral para a definição dos serviços minimos, qual foi a resposta deste Tribunal Arbitral ? "Não há lugar a serviços miniumos" - e isto não é propaganda, é Realidade.

Perante isto (e estou certo que saberá até melhor que eu, como porque e para que se formam Tibunais Arbitrais, reconhecidos por ambas as partes), não contente com a decisão do Tribunal...o Ministério decidiu recorrer para o STA.

Tambem este Tribunal, já Supremo, (julgo que os Tribunais ainda se chamam "Casa da Justiça", e não não é propaganda) devolveu liminarmente o recurso por problemas formais - isto é facto, que só depende do Ministerio.

Ora, perante estes dois factos - que não são de todo propaganda - percebe-se que o Ministério prosseguio um caminho que levou a que milhares de alunos tenham ficado "pendurados" em consequencia da Greve dos Professores.

O que podemos agora especular e alvitrar é se de facto o Governo teria alternativa á realidade hoje ocorrida.

E eu, aqui, julgo na minha modesta opinião que sim. E julgo que se o Ministerio tivesse "extremado menos as posições" e tivesses "extremado mais a procura de soluções conjuntas" (até mesmo o adiar do exame para dia 20, conforme o Tribunal Arbitral sugeriu), creio que poderia ter "absrovido" o impato da Greve, e dessa forma assegurado que todos os exames seriam realizados.

Claro que já espero que me diga que eu "estarei a esquecer factos" e é natural que que eu valorize mais ou mensos alguns detalhes, mediante a minha perspectiva (assim como qqr um de nós). Mas estou plenamente convicto que existiriam outras formas de gerir toda esta escalada de posições e de "murros nas mesas".

No final e resumindo, vai ter de haver novo exame...resultarão ainda reclamações dos alunos que ficaram hoje "pendurados"...posteriormente dos que fizeram mas irão achar que o "2º exame era mais facil"...o dialogo e posições de ambas as partes estão mais extremadas...e na pratica parece-me que perdemos todos.

Se geralmente os "sindicatos" são "corporativistas" e já esperamos que adoptem posições de interesse proprio....do Ministro/Ministerio espera-se que procure o melhor para todos.

Hoje, parece-me a mim, que não foi alcançado o "melhor para todos".

...e aqui, até depois da "convocatória massiva a todos os professores" (ultima manobra de secretaria para tentar evitar os impactos da greve), bastaria que uma só sala não realizasse exame para ser uma derrota...ora segundo os numeros do Ministerio, foram perto de 30% de salas que ficaram sem exames....com ou sem propaganda foi demasiado!

Pinho Cardão disse...

Caro Agitador:

Mais uma vez com toda a razão. Assino por baixo!

Caro Pedro:
Pronto, o Ministro é só manobras, os Sindicatos é só boa fé, qualquer que seja o governo.
Perante isso, acabou-se-me a argumentação.
Mas, caro Pedro, creia nisso, creia e verá o tombo que leva.

Agitador disse...

Caro Pedro

Permita-me o comentario. V.Exas considera que o objectivo dos sindicatos era mudar o dia dos exames? mudava-se para dia 20 e estava tudo resolvido?

Está a esquecer que o objectivo era outro. O objectivo é governar o País a partir da rua. O problema é que o Povo trabalhador não está com eles.

Pedro disse...

Caro Pinho,
em momento algum digo que os "Sindicatos é só boa fé", tive até o cuidado de explicitar no meu comentário, que sendo os Sindicatos sectoriais e corporativos, é da sua natureza lutar pelos interesses proprios e exclusivos - é da sua natureza.

Tambem não afirmei que o Ministério "é só manobras", mas não somos ingenuos e percebemos que houve o recorrente apostar no "finca pé", mesmo depois de recorrer ao Tribunal Arbitral (q é suposto ser aceite pelas partes).

Agora que o Sindicato defenda interesses proprios, é o expectavel. Já do Ministerio espera-se que defenda todos, e procure o melhor para todos. Esta "universalidade" é da sua natureza e essencia....assim como a "exclusividade e particularidade" é da essencia dos Sindicatos.

É debaixo destas caracteristicas "não propagandisticas" mas antes Sociologicas, que no meu entender me parece hoje que teria sido melhor alterar a data inicial (o que por si só, colocaria os Sindicatos sem "moralidade" para voltar a "carregar" na Greve aos exames.)

Tudo o que aqui argumento são factos e não propaganda.

É claro que podemos especular se iriam marcar nova greve, para dia 20....mas aqui sim, estamos na especulação, e é tão valido assumir que sim, como assumir que não...e por consequencia a decidir em cima de hipoteticas eventualidades.

Tonibler disse...

Uma das grandes lições desta greve é que os directores foram na sua maioria quem levou a escola para a frente. Parece-me que, depois de se despedirem os que fizeram greve, se devia entregar o quadro de pessoal da escola aos directores para que estes decidam quem fica e quem vai. Essa demonstração de confiança devia ser dada.

Ilustre Mandatário do Réu disse...

Tanto quanto me pude aperceber nem sindicatos nem direcções gerais conseguiram resolver os problemas que afligem os professores.

Esses problemas, deste a estupidificação burocrática à inexistência de um estatuto que premeie os melhores, levam a um progressiva perda de dignidade da profissão.

O país já paga e continuará a pagar muito caro esta miséria. O manguito dos profs aos exames faz lembrar o insulto ao xerife no caminho para a forca.

Tonibler disse...

Ilustre, o país não precisa professores, precisa de educação. Se os professores servem para isso, bom. Nao servem, pqp!

Ilustre Mandatário do Réu disse...

E o meu amigo Tonibler acha que são os Charruas das DRE e os Nogueiras dos Sindicatos que asseguram uma qualquer educação?

Sem professores não há educação, mas eles não bastam. É preciso uma máquina que funcione -- e a máquina não funciona, também porque os professores são meros carneiros da situação nogueirista.

Pinho Cardão disse...

Caro Pedro:
Para melhor elucidação, faço minhas as palavras do último comentário do Agitador.

Caro Tonibler:
Também concordo quanto ao papel de muitos Directores. A eles se deve ter havido exames. E honra também a todos os professores que compareceram, apesar de queixas que possam ter.