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domingo, 16 de junho de 2013

No mundo da confusão...

Depois de tudo o que se disse, que se comentou, que se escreveu, não entendo a decisão do governo de não pagar o subsídio de férias em Junho. Se não há problemas de tesouraria nem orçamentais qual a razão do adiamento. Questões processuais e legais - li algures - estarão na base da decisão. No fundo quem se deveria ter explicado não se explicou, deixando as especulações ao sabor de cada um, dando azo a inumeráveis comentários políticos, gerando criticas e perplexidades. Tudo isto para quê. Para gerar mais desencanto e insegurança nas pessoas. Para que o país não duvide que vivemos em austeridade. A economia agradeceria, e alguns sectores económicos em particular, que o subsídio de férias fosse pago agora e não no final do ano. E depois, há milhares de famílias a viverem tempos de grandes dificuldades que contam com o subsídio de férias para fazer face a gastos extraordinários que normalmente o salário mensal é curto para lhes fazer face. Não se percebe. Quem ganha com estas decisões e confusões?

9 comentários:

Bartolomeu disse...

Confusões que desde o princípio têm demonstrado a incapacidade deste governo no que diz respeitoa uma comunicação séria e coerente com os cidadãos.
Talvez, fruto de uma conjuntura que não tenho memória, ter ocorrido na vigência de outros governos; uma oposição fraquinha para um governo fraquinho, sindicatos cambaleantes, presidente da república hesitante e comunicação social manipuladora. Uma "caldeirada" que de estar tanto tempo ao lume, já se percebe claramente pelo cheiro, que queimou e se agarrou ao tacho de tal maneira, que não haverá detergente capaz de a dissolver.

MM disse...

Espanta-me o espanto deste post. E espero que este meu comentário não desapareça, como já uma vez sucedeu... Era preciso não conhecer minimamente a teimosia de que deu provas "q. b." enquanto lider da J - pelos vistos não cresceu... - para alguem se admirar com o que esta a suceder. E a responsabilidade so pode ser imputada ao PSD, que não deu uma alternativa ao pais, de alguém com bom senso,lucidez, etc...

Bartolomeu disse...

«O PSD não deu alternativa ao país»???
Ora essa, MM!
Pelos vistos não deu a atenção devida às campanhas eleitorais e às promessas feitas por Pedro Passos Coelho, que afirmava não ir fazer aquilo que fêz assim que as eleições lhe conferiram o poder.

manuel.m disse...

Manda quem pode, obdece quem deve !
Tudo pela Nação,nada contra a Nação!!
Ceder é perder! Formula-se uma política e há que executá-la rapidamente. Só é possível ter flexibilidade depois da política estar vitoriosa!

―António de Oliveira Salazar

Francisco disse...

Creio que a explicação não é dificil. Se aquelas medidas de corte dos subsidios foram chumbadas pelo TC no OE 2013, obrigando prtantro o Govetmno a pagar esses subsídios, mas se ainda não temos um OE rectificativo aprovado e promulgado, qual é a "lei de meios" pela qual se podem pagar os subsidios? Em minha opinião qualquer pagamento de subsídios feito nestas circunstâncias é ilegal e respero que o TC (Tribunal de Contas) não deixe de penalizar quem os pagou.

Stunning inspiration disse...

ps RIGOROSAMENTE IGUAL a psd
ps é gémeo siames do psd .

Henrique Pereira dos Santos disse...

Tenho as maiores dúvidas sobre o tal efeito do subsídio na economia por via do aumento da procura interna. 1) Todas as pessoas com ordenados abaixo dos 600 euros vão receber já o subsídio; 2) O mais natural, para os outros, é que façam o que têm vindo a fazer: poupar, em vez de consumir; 3) O grande problema financeiro está no Estado e não nas famílias (é o Estado que tem necessidades de financiamento, ao contrário das famílias que estão com capacidade de financiamento), pelo que não vejo nenhuma vantagem económica em aumentar em quatro meses as necessidades de financiamento do Estado por troca com maior capacidade de financiamento das famílias.
Se é moralmente justo e outros argumentos deste tipo, não me pronuncio, mas o argumento da vantagem económica é o argumento de que a economia portuguesa precisa é de gastar mais (por transferência do Estado para as famílias), argumento esse cuja validade está por demonstrar.
henrique pereira dos santos

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Bartolomeu
A "caldeirada" cria um ambiente brutal de incerteza. Funcionários públicos e pensionistas, em particular, não sabem com o que é que podem contar.
Sobre o subsídio de férias hoje tivemos mais esta novidade: "Funcionários que recebam férias agora vão ter corte extra no salário de Julho".
Caro MM
Pois há quem não conheça minimamente...
Caro Francisco
Ainda está no Parlamento uma proposta de lei do Governo que regula a forma de reposição dos subsídios de férias aos funcionários públicos e pensionistas. É um diploma próprio. Não estando promulgado, aplica-se o regime em vigor: pagamento do subsídio de férias em Junho.
Mas a questão está a montante. Se não há problemas de tesouraria e orçamentais qual a razão para a decisão política de adiar o pagamento do subsídio de férias?
Caro Henrique Pereira dos Santos
Qual é então o argumento político para deixar de pagar o subsídio de férias em Junho? Como referi no comentário anterior: se não há problemas de tesouraria e orçamentais qual a razão para a decisão política de adiar o pagamento do subsídio de férias? O actual nível de austeridade está a criar graves problemas de “tesouraria” a milhares de famílias.

Bartolomeu disse...

Nítidamente o ministro das finanças, destila fel sobre os funcionários públicos, cara Drª. Margarida.
Depois de afirmar que havia dinheiro para pagamento dos subsídios, sai-se agora com essa...
Lembra-me a estória do miudo que chega ao pé do pai e lhe pede 1 euro para comprar um chocolate e leva como resposta: 1 euro? 50 cêntimos não te chegam? Se eu te der 25 cêntimos já é demais, então toma 10 cêntimos e divide metade com o teu irmão.