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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nogueira

Muito se tem escrito sobre Mário Nogueira, o intrépido e omnipresente lider sindical dos professores.
Não me interessa particularmente a pessoa ao invés do que acontece com alguns cronistas do reino. Já a forma do personagem atuar diz muito sobre a falta de exito da ação sindical dos professores.
A larguíssima maioria dos professores é constituída por gente bem formada, bem preparada, com ideias claras sobre o que vai mal no sistema, com vontade de contribuir para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Conheço aliás muitos a quem não passa nem passou pela cabeça ser outra coisa na vida se não professor, e por isso mesmo estão preocupados com tudo quanto degrade o ensino ou contribua para o desprestígio social da profissão que abraçaram. Sinto que esses sabem que o discurso extremista, arrogante, claramente desviado do que deve ser a ação sindical centrada na defesa dos interesses profissionais de classe e não de um qualquer projeto político, não colhe junto da maioria de pais e alunos. Não colhe junto da população. Creio até que essa larga maioria de professores, autenticamente preocupados com a Escola, percebe bem que muitas das propostas e reivindicações da classe, sendo justas, são prejudicadas por uma liderança que aos olhos do poder, mas também da opinião pública (não confundir com opinião publicada), se aproveita para delas para fazer oposição ao Governo. Foi assim nos governos do Partido Socialista, é assim com este governo, assim será com qualquer governo onde não tenha presença o PCP.
Conclusão: todos perdem, todos perdemos, com exceção para Mário Nogueira e para o projeto e interesses que verdadeiramente representa.

9 comentários:

Floribundus disse...

tenho um prof em casa e verifico que o ensino está em grande parte nas mãos de mamãs-donas de casa ou de pessoal do casa-descasa desactualizadas.

nunca faltou, nunca fez greve, foi dirigente sindical nas horas de descanso
nogueira é um profissional da preguiça que vive à custa dos contribuintes

às vezes até vão às salas de aula. são funcionários públicos
o pessoal mais velho abusa da desactualização e das regalias de fins de semanas e bons horários

as mesmas anedotas existem no ensino dito superior que troquei pela indústria

'greve über alles'

Pinho Cardão disse...

A Fenprof é um mero instrumento partidário e de agitação, meio de tentar chegar ao poder. Mas, tomasse o poder o partido que o domina e dinamiza, e logo a Fenprof passava a significar zero. ZERO.
é por isso que não interessa à Fenprof qualquer acordo ou consenso sobre qualquer matéria de interesse para os professores, qualquer que seja o governo. A contestação é global; exames, horários, mobilidade, avaliação, apenas pretextos.

Pedro disse...

Caros comentadores,

Não podia concordar mais com a opinião do post, nomeadamente na constatação de que :

"A larguíssima maioria dos professores é constituída por gente bem formada, bem preparada, com ideias claras sobre o que vai mal no sistema, com vontade de contribuir para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem."

pelo que a fim de "recentrar" o debate, dando até sequencia ao paragrafo citado, julgo ser pertinente acrescentar e sublinhar o seguinte facto:

- A greve de Professores do dia 17 teve uma adesão superior a 90%.

ou seja "A larguíssima maioria dos professores é constituída por gente bem formada, bem preparada, com ideias claras (...)" e fez greve no dia 17.

pelo que julgo ser obrigatório reconhecer que se uma "larguissima maioria dos professores" que até é "bem formada, bem preparada, com ideias claras" ...fez Greve, no minimo, teremos de nos perguntar:

- Se 90% de pessoas bem formadas, preparadas com ideias claras aderem a uma Greve...é porque as razões teem de ser bem fortes e graves.


pelo menos, nem que seja por hipotese, deveria explorar-se mais em detalhe quais as razões que levam a que mais de 90% dos professores tenham aderido!

(e não, não vale a pena confundir "90% de adesão" com uma pessoa ou um dirigente sindical...são mesmo 905 da totalidade dos professores, sindicalizados ou não! É facto!)

Pinho Cardão disse...

De onde proveio a informação de que 90% dos professores fizeram greve?
Da Fenprof.
Logo, verdade evidente!...
Como tudo isto funciona, e o meu amigo também, caro Pedro...

JM Ferreira de Almeida disse...

Meu Caro Pedro,
Se notou não falei da greve. Escrevi sobre Nogueira. Se ler atentamente o post perceberá que, na minha opinião, o efeito da greve não é o que deveria ter sido (tendo até em atenção a elevada adesão, que aliás não discuto) precisamente porque é percetível o aproveitamento político e a postura do lider da FENPROF.

Tonibler disse...

Eu acho que o Nogueira merece ser quem ganha mais nesta história. De todos os envolvidos, é o único que está a cumprir a sua missão.

Pedro disse...

Caro Pinho,

a informação dos "90%" foi a veiculada na generalidade os orgãos de comunicação social (não li todos que existem, mas aceitei o numero como válido).

Obviamente, eu não fiz qqr tipo de contagem.

De qualquer forma, estou pronto a debater os numeros de adesão que considerar válidos. Facto é que, como é sabido (foi o Ministro a afirma-lo - e não qqr sindicato - , logo deduzo que considerará valido) foram convocados todos os professores...quando em anos normais aproximadamente 10% bastam.

Não é preciso fazer grande aritemetica para concluir que:

- Se em anos normais 10% ou menos professores asseguram todos os Exames.

- Se esta ano, não foi possivel "cumprir" todos os exames.

- Conclui-se facilmente a adesão aproximada.


Mas nem tão pouco é a "virgula da percentagem de adesão" que está em causa.

A questão do meu comentário, que cruza com o assunto do post, é que:

- A grande maioria dos Professores são bem formados, e informados e esclarecidos...
..e em simultaneo decidiu - a grande maioria de professores - fazer greve.


(se quizer podemos hipoteticamente por a adesão em, sei lá, 60% - pode ser? - , que ainda assim o meu comentário continuará a fazer todo o sentido:a Maioria de professores, que são bem formados, e interessados e preocupados com os alunos fez greve.)

Claro que tb se pode sempre dizer que eu sou como o Nogueira, e evitar o meu argumento e o respectivo debate...

...mas isso em nada irá alterar, goste-se ou não, a Realidade dos factos!

alberico.lopes disse...

Pedro:percebe-se que é professor!Só que em "aritemética" pode ser bom;mas em língua portuguesa deve ser um nabo!Cuide-se!E habilite-se!

Pedro disse...

Caro Alberico,

pelo seu comentário, e apenas á luz da sua conclusão, eu deveria concluir que o Alberico é : Astrologo!

Apenas e só porque: eu não sou professor de nada, nem de ninguém.

Parece-me também que para as razões que expus, a minha profissão seria irrelevante. Trata-se - o meu argumento - de uma simples verificação dos factos e da realidade...que é indispensavel e fundamental a qualquer analise ou debate (sem a qual entramos no capitulo da exquizófrenia).

Quanto ao meu "portugues", reconheço de facto que relativamente á "forma" e á ortografia..."tropeço" e cometo erros demasiadas vezes!

No entanto, não servindo de desculpa, adianto-lhe que escrevo directo, sem revisão, e sem grandes preocupações formais... dou prioridade ao conteudo!

Não creio no entanto -embora vários o tentem fazer e relevar, como é o caso - que os meus erros formais alterem um milimetro que seja na substancia das minhas opiniões.

Já em relação a outros comentários, confesso que embora apresentem um Portugues irrepreensivel...a substancia é vacua e completamente ausente, pelo que apesar do formalismo á prova de bala....nada acrescentam ao debate e ás ideias.

De todas as formas gostei de saber que o Alberico é Astrologo.

,o)