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domingo, 9 de setembro de 2012

Há professores a mais? - 3

Os comentários aos meus dois posts anteriores sobre o tema da educação dos professores e dos alunos, revelaram, alguns deles, alguma confusão entre o ratio alunos/professor e o problema da dimensão das turmas. A polémica é velha e o senso comum continua, de certa forma, a ser dominado pela convicção de que turmas mais pequenas permitem melhores resultados escolares e melhores aprendizagens. Diga-se, desde já, que em termos académicos não há consenso sobre esta relação que o senso comum consagrou. O que se pode extrair da muita investigação que tem sido feita sobre o tema? Que não está provada a relação directa entre a dimensão das turmas e a qualidade das aprendizagens expressa pelos resultados em provas internacionais ou nacionais. A única certeza que se tem é que, mesmo quando a redução do número de alunos por turma se traduz numa melhoria dos resultados, esse ganho marginal positivo não é compensado pelo custo marginal positivo e mais que proporcional que ele representa. E em que situação se encontra Portugal em comparação com outros países? Muito próximo da média da OCDE, mas com uma dispersão de situações muito grande. Porquê? Muitos professores tendem a rebater este resultado dado que ao longo da sua carreira sempre se debateram com turmas bem acima dos 20alunos, chegando algumas aos 30. Isto é verdade em muitas das nossas escolas, especialmente as que se situam em contexto urbano. Só que muitos esquecem o resto do país. Ora a média engloba tudo, pelo que é importante que ao discutirmos esse valor médio tenhamos consciência da dispersão do universo. O problema torna-se mais complicado quando sabemos que muitas escolas reconhecidas como as que apresentam melhores resultados escolares são precisamente aquelas que têm as turmas maiores. Porquê? Simples: porque ao terem maior pressão da procura, levam a lotação das turmas até ao limite. A maior parte das escolas que têm turmas mais pequenas são aquelas que possuem piores resultados, parcialmente devido à pequena procura que têm. Para quem queira consultar os valores destas variáveis pode fazê-lo aqui.

25 comentários:

Arnaldo Madureira disse...

O difícil é sentá-los.

David Justino disse...

Pois é meu caro Arnaldo, mas mais difícil é educá-los!

Arnaldo Madureira disse...

E se não conseguirmos fazer o mais fácil, como faremos o mais difícil?

C.e.C disse...

Deixa-me a pensar, em alguma medida, na chamada "geração à rasca" que, sem análise prévia ao Mercado de trabalho, se lançou ao Ensino Superior escolhendo -e continua a fazê-lo- áreas onde a empregabilidade está sobrelotada ou estagnada há já um largo período de tempo.

Quanto às salas e o número de alunos, o de estranhar é apenas se fazer menção aos estudantes sobre esse aspecto - o que na verdade nem é caso para tal; o Ensino Privado sempre teve salas de 30/31 alunos.

Frederico Gastão disse...

Nem sei que dizer do post do David Justino. Tenho alunos que escrevem melhor, com mais clareza e coerência.!
Este David Justino não é aquele senhor que foi ministro?

Aurélia Santos disse...

Senhor Prof. David Justino:
Disse: «Isto é verdade em muitas das nossas escolas, especialmente as que se situam em contexto urbano. Só que muitos esquecem o resto do país. Ora a média engloba tudo, pelo que é importante que ao discutirmos esse valor médio tenhamos consciência da dispersão do universo.»
Não há uma falácia nesta sua afirmação?
Isto seria realmente verdade se estivéssemos a tratar do 1.º ciclo, a que a cada turma corresponde um professor titular.
Se por hipótese o país tivesse 2500 turmas de 24 alunos nos grandes centros, mais 1500 de 12 alunos nas vilórias e aldeias de escola única, mais 1000 de 4 alunos nas aldeias isoladíssimas, teríamos 82000 alunos e 5000 professores. Média: 16,4 alunos por professor.
Neste caso só se consegue melhorar o rácio fechando as escolas de 4 alunos (o que tem vindo a ser feito, e muito bem) e agrupando as de 12 alunos em Centros Educativos que englobem os alunos de várias vilórias e aldeias (o que também tem vindo a ser feito, e muito bem).
Quando se trata dos restantes ciclos de ensino este problema não se põe por 2 razões:
1.ª - as escolas, mesmo que únicas numa localidade, recebem alunos de várias outras localidades, já elas próprias são Centros Educativos. Têm todas uma dimensão média ou grande. Não há casos de turmas de 6, 10 ou 14 alunos.
2.ª - certas preferências dos alunos, nas línguas, p. ex., por vezes não são satisfeitas para não se criarem turmas demasiado pequenas (ainda que apenas nas línguas), por vezes há 10 alunos que queriam espanhol e os restantes de uma turma francês ou alemão e são empurrados para uma destas duas. E por vezes para a língua em que há um professor do quadro da escola, para rentabilizar os recursos.
As regras de formação de turmas são tão rígidas que o desperdício é irrelevante neste aspecto, desde o 5.º ao 12.º anos. Não é possível formar turmas pequenas a esmo.
Os principais problemas dos rácios são os seguintes:
1.º - os apoios especiais, por vezes individualizados, no caso das deficiências. Se há 1 ou 2 professores sem alunos para darem apoio a apenas alguns com deficiência, lá se vai o rácio.
2.º - o exorbitante n.º de professores dos quadros que estão noutras funções não lectivas. Com uma estrutura macrocéfala do ME, com Direcções Gerais, Direcções Regionais de Educação e todo o tipo de outros serviços centralizados, estas situações é que baixam drasticamente os rácios. As DRE, mais os CAE, p. ex., foram criados no início da década de 90. As coisas melhoraram ou apenas se introduziu ruído no circuito? Já ouvi muitas promessas de encerramento das DRE, acções nada. Com os meios de comunicação instantânea hoje à disposição do ME e das escolas justificam-se?
Eu estive há muitos anos numa acção de formação nas férias da Páscoa (não faltei às aulas) em que esteve um responsável do ME sueco. Disse que este tinha apenas 100 professores. Só o antigo IIE talvez tivesse esse número. Eis a grande diferença. E a Suécia tem uma dimensão semelhante à nossa.
Os restantes países da comparação têm coisa semelhante ao que há entre nós neste aspecto? No aspecto em que há gabinetes para tudo e para nada, ruído, duplicação de funções, tudo feito com professores, formados para tal e que deveriam estar com alunos.

Pedro Monteiro disse...

"Simples: porque ao terem maior pressão da procura, levam a lotação das turmas até ao limite. A maior parte das escolas que têm turmas mais pequenas são aquelas que possuem piores resultados, parcialmente devido à pequena procura que têm." > é curioso como se avançam com teorias destas.
E lamentável como se continua a ignorar os motivos por trás dos bons e dos maus resultados dos alunos. Para quem conhece as escolas por dentro, em especial a gestão de uma escola, apenas relembro: as turmas pequenas estão habitualmente associadas a escolas frequentadas por uma quantidade apreciável de alunos provenientes de famílias disfuncionais ou que não reconhecem a importância da educação, os quais, por força destas circunstâncias, incluem muitos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). A existência de alunos com NEE leva à criação de turmas com menos de 20 alunos. Uma escola em que não abundem alunos desta natureza, terá turmas maiores, e, curiosamente, alunos com melhores resultados, devido aos contextos familiares favoráveis. A "pressão da procura" existe com a mesma inteção da procura de colégios: inserir os filhos num ambiente favorável à aprendizagem, protegidos da fatia da sociedade (alunos e pais) que despreza e vandaliza a Escola.

Roberto Rensenbrink disse...

1. Para ex-ministro e prof. universitário, é uma vergonha que escreva tão mal como escreve.

2. O que afirma carateriza-se pela demagogia e pela gratuitidade e superficialidade de afirmações.

3. Sabe francês? Leia, se faz favor:
- http://portugues-fcr.blogspot.pt/2012/09/o-impacto-do-aumento-do-n-de-alunos-por.html

- http://educar.wordpress.com/2012/09/09/afinal-ha-estudos/

- http://cache.media.education.gouv.fr/file/48/4/2484.pdf

Roberto Rensenbrink disse...

Tonibler: «Dificilmente tinham 8 e não era uma questão geográfica até porque os distritos com menor número de alunos por professor eram Lisboa e Porto.»

Justino: «Muitos professores tendem a rebater este resultado dado que ao longo da sua carreira sempre se debateram com turmas bem acima dos 20alunos, chegando algumas aos 30. Isto é verdade em muitas das nossas escolas, especialmente as que se situam em contexto urbano. Só que muitos esquecem o resto do país.»

O que me escapou aqui???

David Justino disse...

Respondendo à Aurélia Santos e ao Pedro Monteiro.
Os argumentos que invocam são de considerar, especialmente os docentes que não têm funções lectivas, mas que são contabilizados como "docentes em exercício". Eventualmente a expressão numérica desses casos poderá ser superior em Portugal à que é nos países com que estamos a comparar. Mas esse problema o que revela? Que há má organização e um elevado nível de ineficiência.
Quanto à diferença entre a monodocência do 1º ciclo e a organização em disciplinas dos restantes ciclos (não esquecendo o carácter híbrido do 2º ciclo), terá razão, mas estamos a falar de um valor médio. Se ler com atenção o capítulo do relatório da OCDE que está "linkado" no final do texto reparará que os "ratio" de valor mais baixo estão nos níveis secundários (3º e Sec). Ou seja, o problema não está no 1º ciclo, está no 2º, no 3º e principalmente no secundário. Os restantes países não afectam tantos professores a estes níveis de ensino quanto Portugal.
Eventualmente porque têm uma estrutura curricular mais ligeira? É possível. Mas isso só demonstra que para resultados idênticos nós temos uma carga curricular mais elevada e mais pulverizada. Essa característica - está demonstrado - não é potenciadora de boas aprendizagens.
Quanto às NEE's é um problema comum a todos os países, a não ser que me demonstrem que, utilizando os mesmos critérios, Portugal tem mais alunos NEE's do que os outros países. Eventualmente o problema estará nos critérios das NEE's. Mas, mesmo assim, não chega para justificar os níveis apresentados.
Para quem conhece o funcionamento das escolas como eu conheço, sabe que não é pelas NEE's que se faz a diferença.
Cumprimentos

Stoudemire disse...

É pá, as siglas não têm plural.

Qualquer dia está ao nível do Eusébio a expressar-se em port., ou do Mário Soares em francês.

Aurélia Santos disse...

Stoudemire:
As siglas e os acrónimos não pluralizam, muito menos com um apóstrofo e mais um s. (‘s)
Os casos banais de pluralização com «s» são os substantivos, mas sem apóstrofo, nós não escrevemos couve's nem batata's.
Mas é uma moda (absurda, como tantas outras), mais uma calinada na língua, contra a qual é muito difícil lutar e na qual se deixa cair inadvertidamente tanta gente.
Quando temos DRE, por exemplo, como se trata de uma abreviatura de 3 palavras, tanto podemos ler Direcção Regional de Educação como Direcções Regionais de Educação.
DRE's é um absurdo .
Os «media» tornaram-se hoje os maiores assassinos da Língua, erro, mentira, tudo o que lá se diga faz lei.
Não sei se perante este panorama chamadas de atenção como as nossas não serão meras atitudes de boas intenções completamente ineficazes.

Frederico Gastão disse...

http://aventar.eu/2012/09/08/cuidado-com-os-numeros/

Pedro Monteiro disse...

Caro David Justino,
Não querendo chamar a mim a razão, mas apenas partilhar a experiência que tive no órgão de gestão de um agrupamento, convido-o a fazer o seguinte exercício académico:
Limite máximo de alunos por turma, sem alunos com NEE: 30
Limite máximo de alunos por turma, com alunos com NEE: 20 (máximo de 2 NEE por turma)
Escola A: 90 alunos no 8º ano. Contexto familiar é, na generalidade, altamente favorável ao empenho nas aprendizagens e no estudo em casa, com expectativas de prosseguimento de estudos. Os resultados escolares são muito positivos para a grande maioria dos alunos. Não existem alunos com NEE.
Escola B: 90 alunos no 8º ano. Dos 90 alunos, 4 têm NEE (referenciados por défice cognitivo a roçar a deficiência mental). Existe uma turma de PCA com 10 alunos. Contexto familiar de grande parte dos alunos é altamente desfavorável a percursos escolares com sucesso, com famílias disfuncionais, alcoolismo, ócio compulsivo, bigamia assumida, droga, delinquência juvenil, vítimas de pedofilia, abandono, desleixo parental, etc. Os resultados escolares são muito negativos para uma grande parte dos alunos.
Posto isto, é organizar os alunos por turmas e fazer os cálculos que se pretender.
Confesso que me perturba profundamente o facto de, em Portugal, os alunos “mais baratos” serem os mais cumpridores e com melhores desempenhos, e os “mais caros” serem os prevaricadores, os vândalos e os que seguramente terminarão a escolaridade sem terem adquirido conhecimentos ou competências mínimas desejáveis para poderem vir a ter um papel útil ao desenvolvimento do país. E “mais caros” é coisa para atirar para o triplo em relação aos “mais baratos”.
Quem está alheio à vida de uma escola, e ainda bem que não é o caso do David Justino, não compreende porque o mesmo professor conseguiria resultados escolares muito positivos ou excelentes com uma turma de 50 alunos (sim, 50) e não conseguiria passar da mediocridade com uma turma de 10 alunos (pois, 10).

David Justino disse...

Meu caro Pedro Monteiro
subscrevo o seu comentário porque sei que em algumas situações é precisamente o que se passa.
Mas se entramos no tema dos alunos NEE - retiro o apóstrofo e o "s" não seja eu condenado, como dizia Garrett, a "ir de carocha e sambenito" literário, arder nalgum auto-de-fé que por aí celebrem em honra da pureza da língua - então teremos muito para discutir, a começar pela aplicação dos critérios de identificação.
O problema, para mim, não está nem nos alunos "caros" nem nos "baratos", está na forma como nós utilizamos os recursos que são cada vez mais escassos. Eu sempre disse, que não me importava que se gastasse muito em educação. O que me importo é que se gaste MAL!
Os problemas que temos no nosso sistema de ensino não são muito diferentes dos existentes noutros países. A diferença está na forma como nós resolvemos - ou não resolvemos! - esses mesmos problemas.
Cumprimentos
David Justino

Aurélia Santos disse...

Prof. David Justino:
Para que serve a escola?
Que sentido tem exigir-se permanentemente o rigor?
Se depois aceitamos acriticamente todos os modismos no uso da Língua.
Afinal, há regras ou não? Se não há, para quê as gramáticas?
Uma coisa é o uso criativo da Língua, como fizeram todos os inovadores, outra coisa são as excrescências linguísticas.
O uso criativo da Língua não incomoda os «puristas», mas lutar contra as excrescências não é purismo.
É o mínimo que cada um de nós deverá fazer.
E ser humilde quando erra.
A humildade é apanágio de grandeza da alma.

Roberto Rensenbrink disse...

O que é espantoso é que estamos a falar de um homem que é prof. universitário, já foi político e ministro da EDUCAÇÃO.

Aliás, parece que tratamento a pontapé da língua portuguesa é uma caraterística dos ME e das estruturas que lhe estão associadas. Exemplos? Maria de Lurdes Rodrigues, Isabel Alçada (ouvi-la falar é de dar um tiro na cabeça), Margarida Moreira, Manuela Ferreira Leite e por aí fora.

Quando apanhados em falso, desvalorizam, aparentando uma sobranceria patética.

No entanto, vêm falar de rigor sobre isto, aquilo e um par de botas. Falta perguntar por que razão não resolveram os problemas quando estiveram a aquecer as cadeirinhas.

Arnaldo Madureira disse...

Ah! Afinal, há variáveis! Se for fácil ensiná-los, 30 é aceitável! Se for mais complicado, nem 10! Pois é, mas em muitas escolas temos muitas turmas com 30 alunos selvagens ou incapazes e não se faz nada, não se pode fazer nada, porque as famílias são disfuncionais, ninguém se respeita, ninguém respeita a escola e a escola tem de ser inclusiva! É isso que arrasa os professores, não é a suspensão da carreira e o corte salarial. A prioridade de qualquer professor é procurar fugir dessas turmas.

Arnaldo Madureira disse...

A despesa por estudante referida ao pib por pessoa estava bem enquadrada a meio da série da ocde. (education at a glance)
Entretanto, deve ter-se deslocado bastante para a direita do gráfico.

http://fotos.sapo.pt/madureira/fotos/despesa-aluno-referida-pib-pessoa-ocde/?uid=M34JcY41gvpozbBP7Zdz

Arnaldo Madureira disse...

Alunos matriculados aumentaram desde 2005-6 até 2008-9. Ministério não publicou contagens dos anos seguintes?

dhttp://estatisticas.gepe.min-edu.pt/vistas.jsp?vm_id=242

pré escolar 246090 para 258932
básico 1076286 para 1251380
secundário 326182 para 477802

Arnaldo Madureira disse...

http://estatisticas.gepe.min-edu.pt/vistas.jsp?vm_id=461

de 1347456 para 1525420

Frederico Gastão disse...

A percentagem de alunos entre os 15 e os 19 anos vai aumentar 10% ou mais por comparação com a última década. A previsão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e contraria as projecções apresentadas pelo ministro Nuno Crato nos últimos dias. (Público)

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/previsoes-da-ocde-contrariam-nuno-crato--1562526

Robert Musil disse...

«Reducing class size to increase student achievement is an approach that has been tried, debated, and analyzed for several decades. The premise seems logical: with fewer students to teach, teachers can coax better performance from each of them. But what does the research show?

Some researchers have not found a connection between smaller classes and higher student achievement, but most of the research shows that when class size reduction programs are well-designed and implemented in the primary grades (K-3), student achievement rises as class size drops.» In: http://www.centerforpubliceducation.org/Main-Menu/Organizing-a-school/Class-size-and-student-achievement-At-a-glance/Class-size-and-student-achievement-Research-review.html.
Curiosamente, mesmo no ensino superior, cuja maior maturidade discente poderia fazer do n.º de alunos por turma uma variável negligenciável, leva invariavelmente os seus professores a rejeitar uma avaliação contínua na base do número elevado de alunos.
Estudos não faltam. Nesta área, como noutras áreas sensíveis para os interesses em jogo, é difícil descortinar o que é estudo académico sério do que é resultado encomendado. Acontece por todo o lado e, em Portugal, também. É frequente contratar biólogos, por exemplo, para atestarem que em determinada zona não existem espécies animais protegidas - elas estão lá, mas a voracidade económica fala mais alto.
Por isso, eu substituiria a expressão «senso comum» pela expressão «bom senso», para marcar por um lado, uma certa fidelidade ao sentido da razoabilidade que não deve abandonar a nossa abordagem ao mundo (que aliás, tem um valor heurístico tão mais elevado quanto a investigação nos parece afastar da «realidade»); e, por outro lado, para manter uma certa consciência crítica em relação às condições externalistas (sociológicas, institucionais, etc.) de produção do conhecimento científico.
Já me parece menos sólida a argumentação da última parte do texto, pois falta acompanhar no tempo a evolução das escolas com melhores resultados e que, por pressão da procura, aumentaram o n.º de alunos por turma.

Arnaldo Madureira disse...

Diretor adjunto da educação da ocde diz que aumento do número de alunos por turma piora os resultados? http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=591099

Arnaldo Madureira disse...

corrijo http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=591097