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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Rezo...

... para que no governo - e já agora na oposição - haja quem se aperceba do clima que se está a gerar e procure atenuar o impacto do que é anunciado no tom mais desadequado, o tom frio e insensível da tecnocracia e do tecnicismo económico e financeiro. Não, assim inexoravelmente desbarata-se o capital mais importante, o consenso social mínimo para que as medidas, as duras mas necessárias, sejam toleradas, ainda que compreensivelmente não aceites.
Por este caminho, teme-se que este governo se junte a outros que ruíram às mãos dos que o deviam sustentar, sem que a oposição tenha sequer de soprar para que ele caia. O que, a ocorrer sem uma pronta alternativa de salvação nacional, seria uma tragédia.
 

46 comentários:

Ilustre Mandatário do Réu disse...

Há um problema de comunicação que é inaceitável.

Hoje, vários dias depois do anúncio das medidas o site do governo não tem sequer um vídeo da sua apresentação. E muito menos da conferência de imprensa do Min. Finanças.

Como cidadão da República acho isto um insulto.

MM disse...

Sinto que há um tsunami em formação no país, depois da terrível comunicação do PM. Receio bem que as "orações" não vão a tempo de o evitar...

(c) P.A.S. Pedro Almeida Sande disse...

Como Gestor com experiência de PME's recuso-me a aceitar a gestão danosa da economia perpretada pelo funcionário comunitário Vítor Gaspar. O aumento da TSU é até contrariado pelos seus eventuais beneficiários como Belmiro de Azevedo.
Este governo é criminoso e merece uma acção à altura.

Jorge Lucio disse...

Caro JMFA,

Tem toda a razão. Nota-se uma crispação que devia ser evitada, fracturas nas discussões se os FPs estão a ser prejudicados ou não, ricos e pobres...
O Governo deveria nesta fase de crise ter um discurso inclusivo, pedindo um esforço conjunto da sociedade, mas tem falhado totalmente nessa sua obrigação, e parece-me que já conseguiu destruir o capital de compreensão e tolerância de que dispunha há 12 meses.

E, reconhecendo-se a pesada herança socrática, talvez seja o momento de o Governo parar e aceitar que os seus belos modelos teóricos estão a falhar.
Ouvindo os empresários que deviam estar "satisfeitos" com a descida da TSU a duvidar seriamente da sua eficácia, custa a acreditar que o Ministro Gaspar tenha estudos credíveis que digam que o emprego vá subir...

Massano Cardoso disse...

Um pais que andou sempre à bolina, convicto de que um dia o milagre irá surgir para resolver os seus problemas. Desta vez estou certo de que não irá haver milagres, mas sim uma tragédia. Ela aí está, denunciada com todos os pormenores.

Tonibler disse...

Caro Jorge Lúcio, se ouviu empresários a questionarem a eficácia da descida da TSU, não se incomode porque devem deixar de o ser rapidamente.

A verdade é que ninguém quer salvar o estado português. Ou melhor, quer desde que sejam os outros a pagar e, para ser franco, nestas condições não sei se não será melhor deixa-lo cair. Por isso, caro JMFA, é possível salvar um estado quando as pessoas não o querem salvar? Outra conversa (leia-se enublar as medidas ) seria positiva?

Impressionante é também a grotesca ignorância dos economistas da nossa praça que são incapazes de entender o efeito multiplicativo da descida da TSU. A quantidade deles que vi dizer que "ah são só 5%" mostra que afinal o Relvas é um injustiçado e que o contribuinte andou a gastar milhões na formação de economistas que só sabem somar e sumir.

Jorge Lucio disse...

Pois é caro Tonibler, mas como dizia o José Mário Branco numa canção há mais de 30 anos (por acaso até se chamava FMI), achamos sempre que "a culpa é de todos em geral e de ninguém em particular".

Seguramente que não é com um discurso de "uns contra os outros" que o Governo vai conseguir mobilizar as pessoas.

Qanto ao efeito multiplicativo da descida da TSU, à parte um efeito mais somativo de estarem todos contra, não o vejo. Mas não sou economista.

Tonibler disse...

A TSU é um imposto sobre o trabalho acrescentado em que não se deduz o estágio anterior, como acontece com o IVA. Quando se reduz a TSU é como acrescentar um imposto sobre a importação que é tanto maior quando mais trabalhado for o produto em Portugal, i.e., quantos mais estágios passar até ao consumidor final. Infelizmente nunca ninguém entendeu que esta exigência da troika era a mais importante para a nossa economia. E só perde por ter sido pouco o desconto, mas o facto é que o estado sempre lutou contra a economia neste aspecto.

As "pessoas" são aquelas que metem o voto, não são aquelas que se manifestam "espontaneamente" à porta da SIC com cartazes iguais tirados de uma gráfica. Uma coisa é o povo outra é o conjunto de pessoas que fala alto.

Jorge Lucio disse...

Caro Tonibler,

Acho que devia vender essa explicação ao Ministro Gaspar, para ele usar nas conferências de imprensa.

Isso funciona muito bem, desde que no fim da linha existam pessoas com "guito" para comprar esse produto tão bem estagiado. E aí é irrelevante se se trata de um produto nacional ou de um produto estrangeiro carregado com um imposto virtual criado pela baixa da TSU.

Chame-me paternalista se quiser, mas no mundo real do restaurante
onde almoço todos os dias, o problema do "Sr. Joaquim, Sócio-Gerente" não é se vai poupar 50 ou 60€ por mês nos 2 empregados que ganharão o salário mínimo... é se à conta da diminuição dos salários vai vender menos 5 ou 10 refeiçoes por dia.

Pinho Cardão disse...

Caro Tonibler:
Não posso deixar de salientar dois pontos dos seus comentários:
1º"...se ouviu empresários a questionarem a eficácia da descida da TSU, não se incomode porque devem deixar de o ser rapidamente".
De facto, se de tal redução de custos nada aproveitam para investir, reorganizar, formar, competir, não são empresários e a economia real encarrega-se de acabar rapidamente com eles.

2º "... Impressionante é também a grotesca ignorância dos economistas da nossa praça que são incapazes de entender o efeito multiplicativo da descida da TSU". Com a ressalva de que não se trata apenas de economistas, mas de quase todo o bicho que perora nas televisões, eu não diria melhor.

Tonibler disse...

O Sr. Joaquim devia ter pensado nisso quando votou nos últimos 20 anos. Mas em princípio vai vender mais refeições porque vai haver mais gente a querer comer, vai manter a margem porque vai ter que baixar os preços. Mas pode baixar porque as coisas para ele vão ficar mais baratas, vai ter que meter a dourada muito mais barata que o bacalhau...Não sei se o Gaspar sabe isto, essa é outra história.

Tonibler disse...

Caro Pinho Cardão,

eu falei durante estes 3 dias com dois professores de economia e um director financeiro de um banco (este tinha a desculpa de ser da FEUP :) ) e depois de horas a explicar-lhes o efeito multiplicativo que a TSU tem, foram-se embora a chamarem-me burro e a dizer "2+2=4"... E lembro-me de um relatório do Banco de Portugal, do Min da Finanças e da SS que falavam da descida da TSU como se fosse cuspir na bíblia.
Portanto, os bichos caretos todos da televisão até têm o "apoio técnico" de muita gente bem formada...

CAro Jorge Lúcio,

escapou-me no anterior. A redução no salário líquido das pessoas é linear, todas vão ter menos 7% (acho que em média são 5%, mas pronto) , mas a redução de preços no consumidor de produtos que passem várias fases de transformação em Portugal é muito maior que isso.

joão carlos disse...

Tonibler

sim de facto tem um efeito multiplicativo, mas é tão multiplicativo como aquele que acontece nos combustíveis.

Tonibler disse...

Nós extraímos petróleo? Não? Então esse paciência. Agora todo o outro trabalho que produzimos vai descer bastante de preço, muito mais que aquilo que vamos ganhar a menos.

PS: Recordemos que o objectivo do governo (não sei se gosto) é salvar o estado, o que implica não só a questão financeira como a questão legal. Outras medidas existiriam mas o TC não quis e TC é estado português na mesma.

Tonibler disse...

PS: Peço desculpa, mas aparentemente o senhor que a troika mandou implementar a medida da TSU também não percebe para que é que ela serve e vai mandar as empresas ter uma conta poupanças com o desconto da TSU para ser aplicado em "criação de emprego"... Este estado é inviável!

Carlos Monteiro disse...

Engraçado, falei com uns empresários, daqueles que o são há anos, muitos anos, e todos se estão nas tintas para o "efeito multiplicativo da tsu" porque não tencionam empregar uma unica pessoa.

não sei se preferias uma análise mais fisico-economica, mas o efeito multiplicativo da tsu é uma treta, tendo em conta que 90% das nossas empresas têm 4 pessoas.

Agora vai ali ao restaurante que já não tem clientes porque toda a gente trás a marmita de casa, explicar ao dono que a tsu tem um «efeito multiplicativo».


ai o excel...

Tonibler disse...

Se calhar também não empregam nenhuma, nem sequer pagam segurança social porque nenhuma delas recebe ordenado oficialmente...

Se só conheces empresários de vistas curtas o que é que queres que eu te diga. Além do mais, o efeito multiplicativo é na margem que o preço tem para baixar face aos produtos importados (e se o Gaspar percebesse alguma coisa das medidas que a troika lhe meteu como TPC). Se esses não vão fazer nada, vão ficar com mais dinheiro na mão para consumirem outras coisas. Agora, preparem-se para serem atropelados pelos outros.

Carlos Monteiro disse...

isso são balelas de excel, Cruz. De excel e de blogue.

Bartolomeu disse...

Diz um antigo provérbio: "Só se lembra de Santa Barbara, quando ouve os trovões".
Como bem sabemos, no fenómeno meteorológico, quando se ouve o trovão, já estalou o raio e quanto menor é o espaço de tempo entre a observação do clarão e o ribombar, maior é a proximidade da trovoada.
Esta que ontem estoirou, parece-me a mais destructiva, apesar de o ministro Vitor Gaspar assegurar que foram criados mecanismos (pára-raios) com a finalidade de não permitir que o lucro proporcionado pela redução da taxa social única, não possa ser empregue com outra finalidade que não seja a de criação de novos empregos.
Se o orçamento que inclui esta medida vier a ser aprovado e a medida for respeitada na íntegra e dela forem obtidos os resultados preconizados pelo senhor ministro... suspendo até ver a imprecação «O raio-que-os-parta!», que é como quem diz; concedo-lhe o benefício da dúvida. O buzílis é se o orçamento não passa e ficamos todos sem saber se o governo teria os "ditos" suficientemente grandes para a impôr e para a regular e fiscalizar.

Tonibler disse...

Claro que são balelas, vamos fechar isto porque não vale a pena. Mas para as pessoas que ainda querem ser teus sócios nesta coisa de estados, eu compreendo que façam assim. Eu como não quero ser teu sócio neste negócio de estado e acho que o melhor é fechar, estou-me a defecar para isso.

Tonibler disse...

Caro Bartolomeu,

" apesar de o ministro Vitor Gaspar assegurar"??? Espero que ele estivesse a mentir e que os tipos da troika já estivessem no avião porque não me lembro de uma burrada tão grande nos últimos tempos.

Carlos Monteiro disse...

Deixa-me demonstrar-te que são balelas: na minha «outra» actividade tinha não sei quantos cursos agendados até ao fim do ano e mais uma série de actividades, que iriam ter um «efeito multiplicador» na MINHA economia. Como não me emprestam dinheiro, iria chegar para comprar mais equipamento, etc, para que eu fosse «atropelar» a concorrencia (o que felizmente ando a conseguir)

dos angendados, a malta está a adiar, e dos novos que tento angariar, mandam-me dar uma curva.

Em relação ás vistas curtas:Empregar alguém, eu? estás a brincar comigo... é parceria, de igual para igual e no fim do dia trocamos umas notas,e quanto a passar uma factura, quem me pedir, tem tudo de graça, contando que vá dar uma volta fora da minha porta. Tenho tudo legal e registado e com seguros e o camandro. Só não peçam duas coisas: facturas e emprego.

O «efeito multiplicador» da tua TSU tirou-me clientes esta semana até ao fim do ano, e a chuva de impostos que cai em portugal há uma semana, ou há um ano (...) está a ter um efeito DEVASTADOR na minha actividade (as duas, vendo bem...)

Agora, queres que chame o quê à tua conversa de blogue sobre o «efeito multiplicador»?...

É de rir, com todo o respeito. como é claro.

Bartolomeu disse...

Não sei se será borrada, caro Tonibler... não nos podemos esquecer, que a taxa social única, produz efeitos, também, sobre as maiores empresas (especialmente sobre todas as que AINDA não mudaram a sede social para a Polónia, ou a Croácia...) e não somente, sobre o restaurante do Sore Jaquim.

Tonibler disse...

Monteiro, foi diferente do ano passado quando a troika chegou? (estou a perguntar, não sei).

Claro que tudo tem um impacto negativo quando é anunciado. Sempre teve, sempre terá. E como eu disse, há sempre hipótese de fechar o estado, por mim acho que é de fechar porque não há ninguém disponível para o pagar.

Também quando te disse que andavas a apostar na argentinização do estado português, riste. Podias confessar que eu tinha razão nesses idos anos de 1999. Eu acho que no pressuposto da salvação do estado português, esta é das medidas boas. Agora, se acabarmos com o estado português a redução da TSU é para 0%, do IRS para aquilo que os alemães quiserem, ... Mas isso eu sempre te disse sendo corrido a carimbos de neoliberal ao serviço dos especuladores da economia de casino e coisas do género. Num caso ou noutro, eu tive razão. Por isso, se fechares a actividade por causa do primeiro impacto, acho que fazes mal.

Caro Bartolomeu,

E depois? Eles vão queimar o dinheiro?

Bartolomeu disse...

Não percebi as perguntas, Tonibler... a menos que se tenha enganado a pontuar a última frase...

Tonibler disse...

e depois se as grandes empresas ficam com o resultado da TSU, não vão consumir, isso não vai usado pelas entidades reguladoras para estabelecer os preços, não vão sofrer a pressão da concorrência quer para descer os preços quer para subir ordenados?

(c) P.A.S. Pedro Almeida Sande disse...

«Impressionante é também a grotesca ignorância dos economistas da nossa praça que são incapazes de entender o efeito multiplicativo da descida da TSU. A quantidade deles que vi dizer que "ah são só 5%" mostra que afinal o Relvas é um injustiçado e que o contribuinte andou a gastar milhões na formação de economistas que só sabem somar e sumir»

Caro Tonibler
O sr. não é o único empresário nem o único gestor. Aliás aconselho-lhe um livrinho que me saiu num MBA: A Economia de Empresa do José Mata.
Multiplicador da diminuição da TSU? sem dúvida que tem um efeito positivo na economia.
O drama é o efeito multiplicador negativo da diminuição do consumo ocasionado pelo aumento da TSU (7%, não 5%) para os agentes económicos particulares (sim caro Tonibler é que o consumidor também é um agente económico!)
Como um caro comentador disse o anúncio de fidúcia do camarada funcionário comunitário Vítor Gaspar (com um quê de ista, ainda não sei se marxista ou fascista) conseguiu parar o país.
Mas, pronto, o sr, tem sempre razão ou não fosse um fiel ortónimo do Toni Blair.

Tonibler disse...

Caro PAS,

sugiro-lhe que faça a multiplicação do efeito multiplicador. Também não gosto de impostos e como disse a outro comentador, não vale a pena andarmos a tentar salvar um estado que ninguém está disposto a pagar. Mas, no pressuposto que queremos salvar o estado, a medida do governo (pelo menos até à declaração do ministro de ontem) é positiva porque a redução dos preços a prazo é maior, exactamente por ter um efeito multiplicativo, que o aumento nas taxas ao trabalhador, que é linear.

Agora numa coisa sou obrigado a reconhecer que tem toda a razão: eu tenho sempre razão!

Carlos Monteiro disse...

Claro que foi diferente do ano passado quando a troika chegou. Porque no ano passado as pessoas tinham a sensação que as coisas eram para valer, que valia a pena pagar sacrifícios porque tudo melhorava a seguir. Este ano já toda a gente se apercebeu que vai chover impostos para sempre.

Até te posso dizer mais: Sabendo que essa minha outra actividade está numa área em que à mínima falta de dinheiro as pessoas cortam logo - a dos hobbys e dos passatempos, porque é isto mesmo que ela é - não posso depender de uma clientela com menor poder de compra. Portanto comecei a tentar atingir outro target, oferecendo melhor equipamento, melhores condições etc. Outro tipo de clientela, maiores expectativas, melhor serviço.

Agora meu caro, até esses me estão a escapar. A TSU é-me absolutamente indiferente, como é ao talho, ao restaurante e à mercearia. E somos 90% da economia nacional. E dependemos da carteira das pessoas. Se as pessoas não têm dinheiro, porque a pagam à TSU ou ao sei lá que mais, de nada nos vale.

Isso da argentinização da economia é uma treta académica (se for). A verdade é que o clima economico não depende só das escolhas que fazes.

O efeito da TSU é uma treta. Se nao fosse para uma rubrica contabilistica á parte, ia directo para o bolso do dono da empresa (e bem). Se for para uma rubrica à parte, com o objectivo de manter postos de trabalho (tipo conta poupança social, como idealiza o otário do ministro das finanças), imagina lá quais são as rubicas contabilisticas que vão reduzir, para que a TSU vá para o bolso do empresário?

Isto é pura otarice académica.

Alguém que roube o excel ao gaspar e o ponha a trabalhar a sério numa empresa. Com o Belmiro, para aí que é para saber a verdadeira diferença entre o Deve e o Haver...

é um mistério para mim os elogios que fazem a este gajo: primeiro, porque para lançar impostos até eu posso lá estar. Segundo porque não atinge os objectivos a que se propõe.

Alguém a dá emprego a um empregado que não atinge os objectivos?..

mas pronto "ele é muito bom tecnicamente".

E cá estou eu na conversa de blogue...

Tonibler disse...

Eu não elogiei o gajo. No resto já te respondi. No ano passado foi muito pior e passados uns meses já andava tudo a consumir outra vez. Este ano vai ser igual.

Carlos Monteiro disse...

Nao andava nada tudo a consumir outra vez. Isso é treta. vai ver os números do consumo de bens duradouros, para não falar noutros.

isto de se argumentar sem numeros, ficam bem, mas só no blogue.

Tonibler disse...

Porra, o estado faliu! Podes achar que é um evento menor nesta coisa, mas não é. É o gajo que fazia movimentar metade do dinheiro neste país. Portanto, nada vai ficar como antes, se calhar nunca mais vai haver estado português. Se queres andar a interpretar aquilo que disse, interpreta à luz do evento e do pressuposto de que ainda se anda a tentar salvar o estado. Andava tudo a consumir quando comparado com Junho de 2011 onde, basicamente, tudo parou. Não com a vida do teu amigo Sócrates, que era uma bela vida, mas não era tua...

Carlos Monteiro disse...

oh, poupa-me à politiqueirice... interessa-me mais a vida real.

Bartolomeu disse...

Desculpe, Carlos Monteiro mas... o Tonibler tem razão. Quando o Pingo Doce fez a campanha dos descontos de 50%... desatou "tudo" a consumir... outra vez...
e tal... e assim...

JM Ferreira de Almeida disse...

Retomando o tema do post, uma chamada de atenção para o editorial do Jornal de Negócios de hoje, assinado por Pedro Santos Guerreiro: "A nossa imagem externa junto dos mercados, que é uma justa obstinação deste Governo, está assente em três ou quatro estacas - e duas delas são a estabilidade política e a paz social. Sem elas, até os juros sobem". Questiono-me se esta verdade estará bem presente na cabecinha dos nossos responsáveis.

joão carlos disse...

sr Tonibler

gostei muito de saber que a galp, ou outra qualquer empresa que comercializa combustíveis em portugal, não tem funcionários se calhar isso explica os números do desemprego em portugal.

Depois esse efeito multiplicativo só acontecera se duas premissas acontecerem ao mesmo tempo, que o custo do trabalho tenha uma grande importância no custo total e ao mesmo tempo que essa empresa esteja num sector altamente concorrencial, mas isso o sr não percebeu ou não quis perceber.

Depois os grandes problemas das empresas são os custos energéticos, o acesso ao credito e os atrasos nos pagamentos, e nesses três nem uma mediada foi tomada.

Carlos Monteiro disse...

http://expresso.sapo.pt/passos-coelho-nao-ha-condicoes-para-reduzir-tsu-este-ano=f700938

JM Ferreira de Almeida disse...

Para os que aqui fazem contas, mais um subsídio, que podem encontrar no original no A Destreza das Dúvidas:

"O efeito imediato da alteração da TSU será uma descida dos descontos de 2,3 mil milhões de euros para as empresas e uma subida dos descontos dos trabalhadores de 2,8 mil milhões de euros. Obviamente, o seu consumo vai diminuir. Admitindo que a taxa de poupança é de 13%, isso quer dizer que o consumo vai cair em cerca de 2,43 mil milhões de euros. Se a taxa média de IVA for de 18% então isso quer dizer as receitas do IVA caem quase 440 milhões de euros. Resumindo, o impacto orçamental imediato desta medida será de 2,8-2,3-0,44=0,06 mil milhões de euros, praticamente nulo (e isto sem entrar em linha de conta com os tais créditos fiscais que compensarão parcialmente os salários mais baixos).
Numa entrada aí em baixo, disse que a alteração da TSU era uma medida ideológica e não económica. Hoje, ouvindo Vítor Gaspar e as suas justificações atabalhoadas acho que nem isso. Esta medida não serve para cumprir metas da troika, não serve para promover emprego, não serve para aumentar a competitividade e até os empresários beneficiados são contra a medida. Enfim, apenas serve para reduzir salários. Nem sei que pense. Será patológico?" - Luís Aguiar-Conraria

Tonibler disse...

caro joao carlos,

Sim, essas são as premissas. As outras, desculpe lá, mas... o estado faliu! E sem dinheiro não há palhaços. O preço dos combustíveis é um problema? É, mas não depende de nós. Portanto, mais me ajuda, mais baratos têm que ser os outros factores todos.

joão carlos disse...

caro tonibler

Portanto nos custos energéticos o estado não pode mexer porque isso é intervir na economia e isso não se pode, mas para intervir mexendo em salários já pode.

portanto como todos os outros factores tem de ser mais baratos que tal baixar ainda mais os salários os efeitos multiplicativos ainda são maiores.

O problema dos combustíveis não é só estarem muito altos é estarem sempre mais altos do que o que deveriam por existir uma posição de monopólio, mas nos monopólios não se mexe é mais fácil mexer num mercado concorrencial como o do trabalho.

Tonibler disse...

Caro joao carlos,

Faliu! Tem que intervir sem gastar dinheiro e recolher algum para pagar as dívidas. Tem que ficar com uma balança comercial positiva para voltar a ter crédito. As intervenções só podem ter um sentido, as do outro sentido foram as que nos trouxeram aqui. Faliu! Opções é para quem tem dinheiro, não é para quem faliu.

joão carlos disse...

caro Tonibler

onde é que intervir nos custos energéticos é gastar dinheiro, onde é que cortar nas fundações, nas rendas das ppp, nas empresas municipais, nos gastos intermédios do estado é gastar dinheiro.

mais a medida aqui discutida terá pouco significado fiscal para o estado é uma pura transferência de rendimento de uns, que pagam muitos impostos mas que não conseguem fugir deles, para outros, que pagam muitos impostos mas que ainda assim conseguem fugir a muitos deles.

Carlos Monteiro disse...

Bem, dos empresários com quem tenho falado, todos decidiram que para nao penalizar os ordenados dos seus trabalhadores, vao substituir ordenados dos seus trabalhadores, sujeitos a tsu, por premios e distribuiçao de lucros, nao sujeitos a tsu.

de todos nem um só vai meter mais um empregado, e a alguns ainda faltam despedir uns quantos.

que fantástica medida de pura cretinice.

Tonibler disse...

Isso é mentira, porque um disse-te que ia meter. Mas se pegares nessa tua informação então o governo conseguiu, dentro das regras do estado, diminuir a despesa, mantendo o dinheiro cá fora.

Carlos Monteiro disse...

poupa-me. andaste toda a vida a clamar para o estado baixar a despesa e agora ficas satisfeito com ... isto!

mas podemos discutir as medidas ou vamos passar a vida a discutir as tuas flutuações de opiniao conforme isto seja rosa ou laranja??? porra, tu já disseste que o Santana Lopes era capaz de dar um excelente primeiro ministro!!! É complicado para mim, compreende!!

Tonibler disse...

...o Passos Coelho tem sido um excelente PM. Pelo menos não tem enganado o "accionista", coisa rara nos últimos 250 anos...