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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Para quando o fim da barbarie?

Todos os anos os mesmos relatos sobre a barbarie das chamadas praxes académicas.
«O PÚBLICO assistiu a uma dessas praxes. Na mata municipal perto da ESTIG, um jovem foi obrigado a fazer flexões com as pontas dos pés e as mãos apoiadas em tijolos rodeado de veteranos e veteranas que o visavam com impropérios ofensivos. Quando terminou o "exercício", estava completamente exausto e alagado em suor e com dificuldade em aguentar-se de pé.
Aldo Passarinho, da direcção do Politécnico, garantiu, através de comunicado, que foram cometidos "os excessos" e que mais ninguém será praxado este ano. A presidência do Politécnico "chamou a atenção" dos estudantes para o seu comportamento incorrecto, acrescentou
».
Tanto me revolta o comportamento dos energumenos que se dizem estudantes, como a passividade das autoridades académicas perante estas sevícias gratuitas, que mais não são do que a prova da essencial estupidez de quem comete tais atos, prova que por si só deveria ser suficiente para erradicar esses sujeitos da escola.
Para quando a atitude responsável dos dirigentes da universidade proibindo as praxes e denunciando estes crimes? Não será o permanente encolher de ombros das autoridades académicas também ele criminoso? E para quando a atuação das entidades policiais e em especial do Ministério Público que não pode ignorar a notícia pública destes atos criminosos?

1 comentário:

Suzana Toscano disse...

Caro Zé Mário,o que me causa grande perplexidade é que haja tantos energúmenos, como diz, neste ou noutros meios, em sociedades que se arvoram em civilizadas. O que aterroriza é o prazer em fazer sofrer, em humilhar, vindo de jovens que já deviam saber distinguir o que é uma brincadeira supostamente iniciática, ainda que de muito mau gosto, de um exercício colectivo de crueldade e subjugação. É inexplicável como, ano após ano, estas práticas se repetem e, pelos vistos, só quando acabam mesmo em mortes ou gravissimas consequências é que se olha de novo para elas. De onde vem e qual a razão desta tolerância para com a selvajaria mascarada de boas vindas? Como se explica que jovens que gritam nas ruas por justiça e por um futuro, que têm ambição e chegaram à universidade, que exigem tanto dos outros, sejam capazes de agir assim quando apanham quem não pode defender-se? A experiência do "poder" e dos seus efeitos é realmente aterradora.