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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Péricles

"Temo mais os nossos erros do que os planos dos nossos inimigos".

11 comentários:

Zuricher disse...

Aplicavel ao dia Português, meu caro, muito aplicavel, parece-me.

Os aumentos de impostos (ou taxas ou chame-se-lhes o que se quiser) em Portugal são já algo muito arriscado e por mais do que um motivo.

Tonibler disse...

...nem mal que nunca acabe!

Stoudemire disse...

Quem é o Pericles? Primo do Péricles?

Bartolomeu disse...

Também aqui se aplicaria a frase de Winston Churchill - 1º ministro inglês - “Os meus inimigos sentam-se ao meu lado, à minha frente estão os meus opositores” ?
;)))

(c) P.A.S. Pedro Almeida Sande disse...

Mais uma vez se vai por um caminho errado.
E desta vez por um caminho com consequências mais do que previsíveis e desculpem-me a franqueza do mais burro que assisti na minha vida.
Uma mole imensa, da classe dita média, já não aguenta mais medidas de austeridade que destroem ainda mais capacidade instalada e irá fazer cair o PIB em 5 ou 6 pontos no próximo ano.
Esta medida da TSU de efeito regressivo vai ter o efeito contrário ao pretendido, dado que só uma pequena parcela do tecido empresarial português vai beneficiar dela (sofremos hoje do efeito da subida do IVA que autoalimentou a queda de receita fiscal e o aumento das despesas sociais).
A pouca visão de Passos não lhe permite ver que a carga fiscal e para - fiscal é a causa de tudo e verdadeiramente inibidor da criação empresarial.
As pequenas empresas que são, e serão sempre 90% do tecido empresarial, serão afectadas pela diminuição drástica do rendimento disponível dos portugueses, mantendo-se confortavelmente as rendeiras (para as quais Passos já deve ter lugar assegurado em conselho de administração).
Não tenho medo de afirmar que Passos com mais esta medida se assume como ilegítimo representante do povo Português e que o povo Português tem o direito de exigir a sua demissão e a formação de um governo de salvação nacional com individualidades de mérito e ética. AS verdadeiras causas do descalabro português continuam por identificar e alterar, resultado de um mau sistema político que se autosustenta e aniquila o empreendedorismo. Um país cada vez mais desequilibrado vai ser o resultado destas medidas que revelam uma incompetência atroz de Passos: a um ajustamento e redimensionamento do sector público do estado não permitido por um tribunal constitucional irresponsável e interessado, responde Passos de uma forma incongruente na medida anterior, destruindo mais economia. Patrões, economistas, trabalhadores estão contra mais esta medida. Para Passos, que terá de se assumir pelas consequências de quem não sabe ouvir (Bom senso e óbvio), resta ficar com o labéu de traição a Portugal e bom aluno dos credores e dos grandes interesses instalados: ingénuo, incompetente, mentiroso na representatividade e incoerente.
A todos os Portugueses que ficarão no futuro sem emprego e sem casa pela impossibilidade real de pagarem IMI's, IRS em crescendo, etc...não resta mais do que exigirem a devolução da polis, nas mãos de interesses que não são os seus e em que não se reconhecem.
A todos os militantes do PSD que se preparem para uma enorme travessia do deserto!

jotaC disse...

Péricles muito atual...

Esperava que o PM reconhecesse aquilo que correu mal e trouxesse propostas de emenda, mas não! Foi uma conversa em forma de ensaio de como afogar o país...

jotaC disse...

Completamente de acordo com isto.

Tonibler disse...

Bem, não querendo defender as medidas do governo que parecem ter sido criadas por um estagiário birrento e não por um conjunto de gestores maduros, há que reconhecer duas coisas que são incorrectamente ditas aqui:

- Não é verdade que a carga fiscal suba substancialmente, pelo que o dinheiro deixado na economia é o mesmo;

- Sim, o custo de empregar desce o que favorece os trabalhadores menos qualificados;

- Sim, baixa-se a despesa pública "net".

As medidas são más porque:

- Se demonstra que afinal um grupo de funcionários bem pagos manda mais que o povo soberano, o que prova a inviabilidade da democracia portuguesa;

- O estado social é encargo de quem não vive do estado e este serve apenas para se servir;

- é mais importante as polegadas do LCD de um funcionário público que o pão na boca do filho de um desempregado.

Passos Coelho devia ter anunciado o corte de dois subsídios e mais 7% para a SS dos funcionários públicos. E se o TC chumbasse, suspendia o pagamento de salários aos funcionários públicos.

Stoudemire disse...

Ah, valente Tonibler! Assim é que é, homem!

Esta - «- é mais importante as polegadas do LCD de um funcionário público que o pão na boca do filho de um desempregado.» - só é superável pela do Durão Barroso.

Portugal está repleto de grandes homens e eu só tenho pena que nenhum governante leia e siga os doutos acima referenciados.

Gonçalo disse...

http://notaslivres.blogspot.pt/2012/09/nem-austerismo-nem-monetarismo.html

(c) P.A.S. Pedro Almeida Sande disse...

Tonibler

«Não é verdade que a carga fiscal suba substancialmente, pelo que o dinheiro deixado na economia é o mesmo»

Pois não Tonibler! A carga fiscal (ou se lhe quiser chamar os encargos por parte de quem trabalha) não sobe substancialmente! Do ponto de vista do trabalhador obviamente que o seu rendimento disponível diminui. E esse é que paga a comida que o mantêm à superfície deste mundo e que como agente económico é devolvido à economia, às empresas, ao Estado. Sem consumo interno mais dezenas de milhar de empresas abrirão falência e centenas de milhar serão lançados para o desemprego e o estado receberá no fim...nada! Política inteligente de muitos que até agora têm sido os responsáveis pelo estado em que estamos!