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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Uma boa notícia...

Uma boa notícia. Estamos entre os dez países do mundo com a mais baixa taxa de mortalidade de crianças até aos cinco anos. Portugal é considerado no relatório da UNICEF um exemplo notável.
Trata-se realmente de uma área em que Portugal fez enormes progressos, trata-se de uma importante conquista civilizacional. Tenhamos esperança que estes resultados que tanto esforço exigiram sejam preservados e não sejam atingidos pela austeridade.

10 comentários:

Tonibler disse...

Sim, são grandes notícias de um processo que leva anos a atingir. E se houver razão para se cortar, corta-se noutra coisa qualquer. Para quem já foi, como eu, pessoalmente beneficiado por este processo de crescimento civilizacional em concreto sabe que isto já foi feito em condições financeiras muito mais adversas que aquelas em que vivemos e que, se falta o dinheiro, então tira-se a outra coisa qualquer menos importante. Podemos ser uma porcaria de um povo mas, quando as coisas ficam sérias a este ponto, somos imparáveis.

JM Ferreira de Almeida disse...

Uma boa notícia, Margarida. Como estamos precisados de boas notícias!

Massano Cardoso disse...

Há muitos anos que Portugal já ocupa uma posição de destaque a nível mundial, em termos de mortalidade infantil. Em 25 anos conseguiu atingir níveis de excelência que outros demoraram cem ou mais anos. Em termos práticos temos todas as capacidades para atingir determinados objetivos. E não é muito complicado, organização, organização, competência profissional e educação, das mães e pais, e muito trabalho...

(c) P.A.S. Pedro Almeida Sande disse...

Penso que ninguém tem dúvidas que há gente de excelência em Portugal. E muito mais do que aquilo que pode transparecer do antagonismo (que até pode ser positivo, quando faz nascer a luz) e do confronto (muitas vezes a raiar o rude) de ideias.
Portugal tem excelentes profissionais de saúde como o é de certeza, pelo grau de humanidade demonstrado em cada post seu o comentador que me antecedeu.
Falta apenas modelarmos (aqui sim) alguma capacidade de não vermos o outro como nosso par. Mas lá chegaremos pela verdadeira social democracia (que não é só pretensamente técnica, mas humana)

Nuno disse...

Infelizmente também deveremos estar entre os dez países do mundo onde nascem menos bebés.

Massano Cardoso disse...

Sim, estamos em segundo lugar, o primeiro penso que será a Bósnia!

Massano Cardoso disse...

O fenómeno da redução da natalidade é muito curioso, envolve muitas variáveis, entre as quais se destaca a falta de futuro dos jovens, a desorganização social e económica de um país, para não falar de outras, também relevantes. Há como que um mecanismo de defesa face à "agressividade" do ambiente político e económico e não propriamente a uma falta de vontade em ter filhos, talvez um adiamento devido à prioridade que é dada ao percurso profissional e académico. É bom olhar para este indicador porque reflete, e há muito, o que se passa neste pobre país. Um país que se "recusa" a reproduzir-se é porque tem motivos muito relevantes. Um interessante ponto a debater.

Suzana Toscano disse...

è muito interessante um documentário feito pela Fundação Fancismo manuel dos Santos sobre os cuidados materno infantis há 50 anos e agora e aí está a resposta à maioria das perguntas que aqui se fazem. As mulheres tinham muitos filhos, quantos mais pobres mais filhos, nunca iam ao médico,viviam doentes nas gravidezes, perdiam os dentes e a saúde,os filhos cresciam à mistura com as galinhas e a comer o que havia. Já nos anos 60, andavam duas enfermeiras pelas aldeias, de porta em porta, a falar de métodos anticonceptivos e os maridos olhavam com hostilidade. Sim, progrediu-se muito, tanto, felizmente, que os jovens de hoje já nem sonham o que é ter filhos e ser pobre, o que é não ter hospitais e cuidados de saúde para as mães e os bebes, mas também não sabem o queé não mandar os filhos à escola, não ter uma casa capaz onde cresçam, não lhes poder sonhar um futuro. Nem querem imaginar viver eles quase na miséria, como acontecia a muitas famílias, só para poderem ter um ou dois dos filhos mais promissores a estudar. Não é só falta d eesperança no futuro, é medo de perderem o que têm hoje, ao menos isso. Basta ver como muitos jovens se revoltam hoje, quando ainda têm muito, por não lhes terem assegurado mais, revoltam-se contra os mais velhos porque não lhes garantiram o futuro e não correm o risco de trazer filhos ao mundo sentindo-se eles próprios tão inseguros.Não sei como se vira esta situaçãoquando os filhos são um compromisso para a vida.

MM disse...

Boa notíca! Já que nascem poucas crianças, é excelente que não morram.

Margarida Corrêa de Aguiar disse...

Caro Tonibler
Que assim seja!
José Mário
Elas existem, mas não as vemos. Temos uma tendência para nos fixarmos nas más notícias.
Bem sei, Professor Massano Cardoso, a conquista não é de agora. A boa notícia é que apesar da crise estamos bem neste capítulo.
Caro Pedro Almeida Sande
Temos, felizmente, bons profissionais em todas as áreas.
Caro Nuno
Em termos de taxa de natalidade estamos muito mal. Somos o segundo país mais envelhecido do mundo. Há décadas que este fenómeno se vem acentuando. Não lhe temos dado a devida atenção.
Vale a pena ver o filme da Fundação. Nem tudo é mau, foram feitos muitos progressos como a Suzana refere no seu comentário.
Cara MM
Nem mais.