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domingo, 4 de novembro de 2012

DN, jornal confidencial

O DN publica hoje mais uma entrevista com Mário Soares. Facto, sem dúvida, relevante e de palpitante interesse público. Na linha, aliás, do que o DN habituou os seus leitores.
Devido a tão excelente critério editorial é que o DN atingiu a notável média de vendas, nas bancas dos jornais, de 15.310 exemplares, no período de Janeiro a Agosto de 2012!...
Tal feito promete ser hoje largamente pulverizado!
Depois dos filmes, jornais confidenciais. Para alguns amigos do peito e familiares mais chegados. Ou masoquistas.    

11 comentários:

Jorge Lucio disse...

Caro Pinho Cardão,

Não sei porque se preocupa com isto; o DN é privado, cada um perde dinheiro como prefere.

Também não me parece que um jornal "de boas notícias" e entrevistas sucessivas a Passos Coelho, Paulo Portas, Miguel Relvas, Miguel Macedo, Aguiar Branco, Vítor Gaspas (não necessariamente por esta ordem) tivesse maior tiragem.

António Transtagano disse...

Caro Pinho Cardão

Apetece-me, fazendo de Baptista Barros, perguntar-lhe onde estava Você nos anos da brasa do Prec, 74/75?

António Transtagano disse...

Bastos e não Barros, evidentemente!

Um Zero à Esquerda disse...

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades.
Longe vão os tempos da Fonte Luminosa, em que as ideias de Mário Soares eram, de facto, brilhantes, para todos os que tanto o criticam hoje.
Todos em fila a aplaudir Mário Soares e a sua lucidez e coragem em desafiar os «amanhãs que cantam», qual escudo de aço protector de todos os falhos de coragem (a par de tantos cobardes, oportunistas e quejandos que haveriam de singrar na vida à nossa custa e do país).
Nesses tempos bem difíceis, que semearam muitas das sementes de que estamos hoje a colher os frutos (amargos), as suas ideias e acções eram «palpitantes e de interesse público».
A par da partidarite aguda, doença hoje muito em voga, a amnésia é outra terrível pecha dos nossos dias.

Pinho Cardão disse...

Caro Jorge Lúcio:
Claro que nada me preocupa que o DN perca dinheiro; mas já me preocupa que os duvidosos critérios editoriais de um jornal como o DN o levem a não ter quem se interesse por ele e o compre.

Caro Um Zero à Esquerda:
Não é amnésia, caríssimo UZàE.
Ainda há dias, aqui no 4R, enalteci a política de Mário Soares quando chamou o FMI em 1983 e deu total cobertura às medidas tomadas por Ernâni Lopes. E também nunca neguei a sua acção patriótica aquando dos acontecimentos de 1975, nos quais avulta o grande comício da Fonte Luminosa. Mas onde estava muita gente do então PPD.
Mas o tempo passa. E acontece que agora nada há do que Mário Soares diz que não tenha já dito e repetido nas constantes intervenções que vem fazendo largamente documentadas nos jornais e televisões. Trata-se de um dèja vu, portanto com nulo valor acrescentado.

Impaciente disse...

Tal como em 1975, o Dr. Mário Soares anda inquieto e tem carradas de razão para isso.
É melhor prestar-lhe atenção do que fingir que tudo vai no bom caminho

Bonaparte disse...


O Dr. Pinho Cardão deveria ler o artigo, no abrupto, a propósito da liberdade, do seu companheiro de partido.

Um Zero à Esquerda disse...

Senhor Dr. Pinho Cardão:
É evidente que Mário Soares, que tem 90 anos, pode por vezes dizer ou fazer coisas menos avisadas, como, por exemplo, ter dado cobertura implícita (e por vezes explícita), especialmente ao 2.º governo Sócrates.
E o actual PR, Cavaco Silva, o que raramente tinha dúvidas e nunca se enganava, o que fez em relação aos 4 primeiros anos de Sócrates?
Aquilo não foi uma autêntica lua-de-mel a caminho da reeleição?
Ao menos no Chile não há esta «mama», um só mandato e ponto final.
Mário Soares andou igualmente mal ao elogiar este incompetente que nos governa, depois de conhecer o seu currículo, a sua sabedoria académica (tirada numa das tais universidades de vão-de-escada) e a sua experiência de vida empresarial e de gestor/administrador, o que tudo junto vale zero.
Quer um exemplo da »competência» (e falta de vergonha e de humanidade) desta gente que nos desgoverna, e que por isso está a ser fustigada por Mário Soares?
Estes Robins dos Bosques ao contrário têm a lata de cortar em tudo o que é pensão ou ordenado miserável e de proporem 10% de corte nos subsídios de desemprego; contudo, nas PPP, nas Fundações, nas rendas agiotas da energia, o que cortaram nem chega a fazer-lhes cócegas.
Mas O «Dr. Instantâneo» Relvas recebeu em 2011 14 mil euros de pensão (apenas com 51 anos) e ainda tem 2800 euros/mês de subvenção vitalícia parlamentar (que suspendeu ao entrar neste desgoverno).
Mas a idade da reforma está a alongar-se para 65, qualquer dia 67 anos (mas só para os outros).
Uma verdadeira nódoa este desgoverno.
Vale a pena abrir o linh e ler tudo, incluindo as notas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Relvas
E depois deste despautério anda o senhor aqui constantemente a fazer marcação cerrada à Fundação Mário Soares (parece que as restantes 800 já foram todas encerradas) e ao próprio Mário Soares.
Há um dito popular que reza assim: « Há quem veja mais depressa um mosquito nos olhos dos outros do que um boi nos seus.




Carlos Sério disse...

A “refundação” de Passos Coelho, (“súbdito submisso de Merkel” e da finança alemã), não é mais do que uma verdadeira tentativa de golpe de estado. Um golpe de estado contra a Democracia e os direitos democráticos.

E, por mais esforços que faça, será muito difícil persuadir as famílias e os cidadãos que a sua “refundação” – mais privatizações, padrões mais baixos de serviços públicos, maior desigualdade entre ricos e pobres – é legítima.
Mário Soares tem razão, como Ferreira Leite e aposto, o próprio Cavaco Silva.

Impaciente disse...

Caros
As coisas estão sérias demais para nos deixarmos entreter...

Pinho Cardão disse...

Caros Impaciente, Um Zero à Esquerda, Carlos Sério:

Ninguém nega as dificuldades do país, o erro de algumas políticas, sobretudo o desemprego e o desespero legítimo de muita gente. Estão à vista, e estavam à vista quando o governo do Partido Socialista se viu obrigado a pedir o apoio da CE e do FMI.
Todos nós, cidadãos, criticamos, nos blogs, nos jornais, nos empregos, nos cafés, até provavelmente ministros criticam em conselho de ministros determinadas políticas sectoriais e não estarão de acordo com elas.
Mas Mário Soares não foi um cidadão qualquer: foi 1º Ministro e P.R. Por isso, não pode criticar com ligeireza própria de conversa de café; ao criticar, deveria diferenciar-se do cidadão comum e apresentar alternativas. Apresentou alguma, uma só? Claro que nunca apresenta. Critica a Senhora Merkel, mas isso paga-nos a saúde e a educação? Não quer cá a Troyca e o FMI, mas tem alternativa de arranjar fundos sem essas entidades para pagar muitos dos serviços públicos que exige e nós exigimos? Também não apresentou.
Mário Soares prestaria um serviço ao país se apresentasse alternativas globais, reais, válidas, visíveis, concretizáveis.
Um Mário Soares construtivo e não destrutivo. Assim, é mera conversa sem sentido.
Respeito todas as opiniões. Mas esta é a minha.