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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Quem tem razão?

Mais uma medida de emergência, a criação de uma taxa extra por cada medicamento dispensado. Desta vez para salvar o sector das farmácias. A culpa, diz a Associação Nacional das Farmácias, está na redução do preço dos genéricos. A ANF diz que a decisão de quem pagará esta tarifa extra “é política”, mas considerou que é possível fazer esta alteração “sem pôr em causa os interesses do Estado, dos doentes e o Orçamento do Estado para 2013”. Não vejo como. Há mais alguma entidade que pudesse suportar esta taxa?
Os doentes, que também são cidadãos e contribuintes, em especial os que pertencem a grupos populacionais economicamente vulneráveis, não devem ver a  factura da sua saúde ainda mais agravada.
Segundo a notícia, em Setembro, quase metade (1280) das farmácias tinha o fornecimento de medicamentos suspenso, mais 149 do que em Junho. Os dados da ANF revelam ainda que há 1995 farmácias que têm mais de 96 milhões de euros de pagamentos em atraso, em fase pré-litigiosa.
De facto, quem necessita de medicamentos já sentiu a ruptura de stocks. Há farmácias que não têm capacidade nem crédito para assegurar o normal fornecimento de medicamentos. Sendo o medicamento um bem essencial e o fornecimento do medicamento um bem público, é fundamental que o Estado regule de forma equilibrada todos os interesses em jogo, em especial a posição dos mais fracos, os doentes. Aguardemos pelos próximos capítulos...

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